
Terço Missionário
(pode ser adaptado ao mês de maio)REFLEXÃO EM GRUPOS
Um santo já disse: “Planta Maria, colhe Jesus”. Qual o sentido desta expressão?
Como estamos vivendo a missão que Jesus nos confiou no batismo e na crisma?
O que seu grupo e sua comunidade estão realizando para melhor vivenciar o mês Missionário?
CONCLUSÃO
Quadro Sinótico do Ano Catequético
Terço vivo

A Catequese Infantil pode promover um Terço Vivo no mês de maio para homenagear as mães e Nossa Senhora.
Pra traduzir em gesto concreto, além de rezar, todos seriam convidados a trazer um quilo de alimento para os mais necessitados.
Fazer convite a todos antecipadamente aos pais e catequizandos, ou até mesmo a toda comunidade paroquial, marcando data e horário do Terço Vivo.
Pedir para todos trazerem 1 prato de salgado ou doce e 1 refrigerante para partilhar ao final do Terço.
Meditar sobre os Mistérios Gozosos que compreendem: 1º Anunciação; 2º Visita de Maria a Isabel; 3º Nascimento de Jesus; 4º Apresentação do Menino Jesus no Templo; 5º Perda e o encontro do Menino Jesus no Templo.
Cada meditação seria encenada: Cada turminha de catequese ficará responsável em encenar um dos mistérios, mas de forma simples e breve. Os catequistas preparariam as crianças para encenarem conforme a passagem bíblica correspondente a cada mistério. Pode-se usar o data show para projetar as orações e os cantos ou utilizar folhetos.
Materiais: Colocar um grande cartaz com o terço pré-desenhado pregado no cavalete de frente para a assembléia. Preparar 50 flores de papel para serem coladas por uma criança em cada Ave-Maria rezada. E 6 flores maiores para a hora do Pai Nosso em que os catequistas ou Pais é quem colarão no cartaz. Um caixa grande para depositar os alimentos. Três cartazes com os nomes: Pai, Filho e Espírito Santo
Antes de começar, fazer uma breve explanação do motivo do encontro explicando a importância da reza do terço, bate-papo pra saber quem já reza e como reza, história do terço, etc, e com o sinal da cruz (pelo sinal da santa cruz...) ou o canto Deus Trino iniciar o terço seguido do Oferecimento.
Um catequista introduzirá uma cruz e todos rezam o Credo.
Convidar a todos a darem as mãos para rezar o primeiro Pai nosso.
Logo após, três crianças entrarão com um cartaz cada uma, escrito: PAI; FILHO; ESPÍRITO SANTO, representando as três ave-marias que serão rezadas por todos em louvor a Maria, Filha bem amada do Pai Eterno; Mãe admirável de Deus Filho e Esposa Fidelíssima do Espírito Santo.
Glória ao Pai, ao Filho...
Ó meu Jesus, perdoai-nos...
Logo após viria a primeira encenação do primeiro mistério gozoso (A anunciação).
Após cada encenação o catequista pode fazer uma prece espontânea como intenção daquele mistério que pode ser pelas mães enfermas, desempregadas, que sofrem violência, pelas mães da comunidade, enfim, preparar 1 prece para cada mistério. Após, cantar algum refrão mariano.
Depois, rezar 1 Pai Nosso e as 10 ave-Marias onde a cada invocação um pai/criança coloca na caixa grande o quilo de alimento e cola a flor correspondente no cartaz.
Seqüência: E assim vai acontecendo até completar o terço. Seguindo sempre a sequência: Mistério encenado, 1 prece espontânea, refrão mariano, Pai nosso, 10 Ave-Marias, Glória ao Pai, Jaculatória.
Fechar, agradecendo a todos pela presença e a generosidade no gesto concreto. Convidar a todos os demais a colocarem os alimentos restantes na caixa ao som de um canto final mariano animado.
Partilha do lanche no salão paroquial.
Com certeza, muitos frutos espirituais e materiais serão colhidos com esse gesto.
Jesus, modelo de Mestre

Seu quadro-negro era o chão,
o giz – seu próprio dedo.
Usava como ilustração
o que mais perto estava
e à vista de todos:
como uma árvore, a natureza,
uma criança.
Tinha apenas duas turmas de alunos:
os doze apóstolos e a multidão.
Sua sala de aula
tinha por teto o céu
e por banco a própria relva.
Dava, às vezes aulas particulares,
como à samaritana;
aula audiovisuais,
enquanto caminhava;
aulas diurnas;
noturnas, como a Nicodemos.
Ensinava no mar e em terra firme,
no monte ou em casa,
no templo ou caminhando.
o esboço de suas aulas
estava em sua própria mente;
preparava-o, preparando-se
em oração ao Pai.
Incansável Mestre,
seu tempo de ensinar era sempre.
*Maria Tereza de Oliveira Vieira
Catequese Missionária, uma proposta do Ano Catequético

O primeiro anúncio se refere à pessoa de Jesus Cristo e sua mensagem. O anúncio evangélico traduz-se de várias maneiras e se expressa como: história da salvação, plano de redenção, mistério pascal, revelação do Deus amor. A mensagem é o Reino de Deus, projeto anunciado por Jesus Cristo de um mundo reconciliado e fraterno, a realização dos valores que o coração humano deseja e sonha: a felicidade, a justiça, a paz, a verdade.
O anúncio do Reino vai além das fronteiras estabelecidas por um modelo de Igreja voltada para sua própria conservação e expansão, para assumir uma orientação missionária em que todo discípulo é missionário e se sente enviado ao coração do mundo para testemunhar e servir. Portanto, o anúncio está vinculado com o serviço, o testemunho. Aqui fazemos memória de Madre Tereza de Calcutá, cuja vida foi dedicada aos pobres da Índia, sem a intenção de convertê-los. A ela interessava simplesmente fazer-lhes viver uma experiência de amor autêntico.
O texto base do Ano Catequético inspirado na experiência dos discípulos de Emaús apresenta o itinerário, o caminho a ser percorrido pelo discípulo missionário, através do encontro com o Ressuscitado no caminho, na Palavra, na Eucaristia. Neste itinerário somos todos discípulos e aprendemos com as atitudes do Mestre. A primeira atitude de Jesus é aproximar-se. Não se apressa em anunciar a sua mensagem, pacientemente escuta, faz perguntas, para que os interlocutores se expressem livremente e desabafem. Não se arrisca começar a falar antes de conhecer as preocupações dos discípulos, pois os seus problemas são o ponto de partida da conversa.
Que as luzes surgidas a partir da reflexão do texto base possam despertar para a catequese da escuta, da aproximação e surjam propostas concretas para uma catequese missionária, capaz de propor um itinerário de fé, em que se prioriza a iniciação à vida cristã, capaz de formar cristãos adultos na fé conscientes de sua missão na Igreja e na sociedade.
Ir. Zélia Maria Batista, CF
Assessora Nacional da Comissão para Animação Bíblico-Catequética
Dez maneiras de afastar um catequista

1.Perder a pessoa no anonimato:
Por muitas vezes o tratamento impessoal e massificado, faz com que a pessoa (catequista) sinta-se apenas mais um eu meio a multidão. Geralmente a coordenação e o pároco não podem estar sempre presentes nos encontros e durante a catequese. Então este papel de acolhedor, de amigo e companheiro tem que partir daquele outro catequista, daquele que direta ou indiretamente está mais perto e sente a necessidade daquele catequista se sentir na comunidade.
2. Ajuda-me por favor
Nada é pior do que convidar alguém para a catequese como um favor. É claro que a pessoa não vai querer te deixar mal se você a convida para ser catequista como um favor pessoal. Mas os teus amigos vão realizar esse serviço como uma obrigação. Dimensões como o sentido de Igreja, a vocação de catequista vão ficar em segundo ou terceiro plano. O serviço desse catequista vai ser insatisfatório porque a motivação original está equivocada.
Então: Se tens amigos ou conhecidos que tenham desejo de servir na Igreja como catequistas, já tens uma vantagem no recrutamento: de partida já existe uma relação estabelecida com ele(s) e não tem que começar do zero, mas não pode partir da noção que, como você de ser catequista, todos os teus amigos hão de gostar de ser catequistas também. Tente harmonizar as necessidades que existe na catequese com os interesses que há do lado da oferta. E não se esqueça de encaminhar, com respeito, para outros serviços da paróquia aqueles que desejam empenhar-se mais ativamente, mas que não têm vontade/motivação/talento para a catequese.
3.Atirá-los às feras
Você pensa com os teus botões: Aí está este novo catequista. Está cheio de entusiasmo. Traz novas idéias...Nem pensa duas vezes. Entrega-lhe a pasta com as inscrições de catequizando, dás-lhe o guia e o catecismo, mas dois dias depois do primeiro encontro de catequese, o novo catequista vem lhe ver, devolve o guia e o catecismo, tudo embrulhado num sorriso simpático: Obrigado pelo convite, mas acho que não era bem isto que eu queria. E aí vai ele. E nunca mais o volta a ver na catequese.
Então: Quando surge algum novo catequista, procure que ele tenha contato com os vários serviços da catequese: as várias idades, as várias tarefas. Sempre acompanhado por um catequista mais experiente e bem formado. Quem se oferece para fazer catequese pode ainda não ter idéias muito claras sobre o que gosta de fazer, o que é capaz de fazer. Você, a coordenação e a tua paróquia podem estar muito necessitados de mão-de-obra, mas o novo catequista merece todo o respeito. Não o pode tratá-lo como bala para canhão.
Entregar-lhe uma tarefa para a qual não está preparado é péssimo:para ele, porque se sente desmotivado; para os catequizandos, porque são mal servidos e para o grupo de catequistas, porque recebem a mensagem que não merecem respeito.
4. Dar aos candidatos uma falsa impressão
No diálogo com as pessoas há uma regra óbvia (e muitas vezes esquecida): seja honesto desde o principio, porque, de uma maneira ou de outra, a verdade sempre aparece. Isto vale para os negócios, para as relações internacionais, para os namoros e também vale quando você convida um novo catequista. Se você demonstra uma imagem de catequista que não corresponde à realidade, o candidato vai se sentir enganado quando descobrir a verdade. E vai sentir que o seu sim foi dado numa base de falsidade. E sente-se legitimado para se ir embora, assim que puder.
Então, descreva a tarefa que se pede aos catequistas com exatidão. Não digas que cada grupo tem 15 crianças quando vai colocá-lo num grupo de 25. Não lhe garanta que cada catequista novo é sempre acompanhado por um catequista mais velho, quando esse catequista acompanhante não existe.
Assim que algum catequista aceitar colaborar na paróquia, procure com que ele participe num curso de iniciação. Isso vai lhe permitir uma idéia clara do que é a catequese. Além disso, a paróquia deve ter um manual de instruções que deve ser entregue a cada catequista. Nesse manual estarão os valores e as tarefas dos catequistas e deve informar o catequista quais as suas tarefas e quais os horários dos encontros e das reuniões. Ele deve saber com quem contar quando tiver dúvidas ou problemas.
5. Falas muito... mas...
Você pode ter um estilo muito animado. Apresenta a catequese como algo apaixonante, mas depois de te ver em ação, depois de falar com outros catequistas, o outro catequista conclui você tem muito estilo e pouca substância.
Então,se gosta do que está fazendo isso é notável e se finge, isso é notável também. Antes de fazer coisas importantes e vistosas, procure fazer tarefas mais humildes e rotineiras. E é a tua atitude verdadeira que vai ser capaz de seduzir outros para este serviço de Igreja que é a catequese. Por isso, quando você começa a sentir cansado, quando começa a esquecer o sentido do que tens vindo a fazer... pare para pensar.
6. Fazer suposições
É óbvio, não? Precisamos de mais e de melhores catequistas... Todos sabem disso. Ou talvez não. Você pode julgar que os pais e o resto da paróquia conhecem as dificuldades pela qual passa a catequese (que são óbvias para você). Mas, na realidade, os pais até poderiam estar disponíveis para colaborar mais, porém supõem que tudo funciona na perfeição. Eles pensam que quem precisa de ajuda, pede!
Então se faz necessário a comunicação clara das necessidades da catequese e dos catequistas. Não apenas aos candidatos a catequistas. Fale aos responsáveis de outros setores da paróquia, aos catequistas mais velhos... a toda a gente. Nos órgãos de comunicação da paróquia (site, jornal...) vai dando informações atualizadas e concretas das necessidades de pessoal da catequese.
Quando souberes de alguém que poderia assumir um lugar de catequista, entra em contato com ela e explica-lhe porque é que acha que a pessoa poderia prestar um bom serviço. Não tenhas medo de pedir a ajuda das pessoas: as pessoas não conseguem responder a uma necessidade que não sabem que existe.
7. Não partilhar a missão
As pessoas gostam de sentir que fazem parte de algo importante. Elas gostam de saber que o seu esforço está fazendo a diferença. Se vai conversar com um catequista e não consegue comunicar-lhe o sentido, a missão, da catequese... provavelmente, fracassará ao tentar cativá-lo para a catequese. Porque não conseguiu convencer do papel decisivo da catequese na vida das pessoas.
É preciso partilhar as metas da catequese com todos aqueles com quem conversa. Sem medo! Essa pessoa pode vir a dar um grande catequista! Quando as pessoas descobrem que fazer catequese não é entreter as crianças nem brincar de ser professor, mas que é assegurar a continuidade da Igreja e do Evangelho... então, a hipótese de ser catequista é muito mais valorizada. Os catequistas precisam saber que há uma razão profunda para as tarefas que lhes são pedidas. Por isso... não seja egoísta! Partilhe essas razões. E partilha-as com freqüência e criatividade.
8. Oferta sem opções
Para este ano só temos falta de catequistas da adolescência. Se não quiseres pegar este grupo, não nos serves. Ou quando manda embora os jovens por serem muito novos, ou os casados porque não têm tempo, ou os solteiros porque não têm experiência, ou os idosos, por serem velhos, ou as mães, por terem outras obrigações. Esta rigidez de critérios leva, cedo ou tarde, os catequistas desistirem depressa. Então, organize a catequese de modo que os catequistas possam entrar por muitas portas. Mesmo que tenha todos os catequistas de que precisa (Aleluia!!!) não desistas de procurar novos catequistas. O seu papel não é só resolver as necessidades mas também ajudar ao desenvolvimento vocacional das pessoas da sua comunidade.
Invente lugares e tarefas se necessário for. Mas nunca desprezes uma oferta generosa de alguém que quer dar o seu tempo e talentos em favor da catequese.
9. Não equipar as pessoas para a tarefa
Os catequistas não se agüentam muito tempo quando sentem que não foram preparados, treinados para as tarefas que lhes são pedidas. E mesmo os catequistas com mais tempo sentem-se mal quando não sentem que a sua competência cresce. É seu dever de cristão procurar ajudar, é uma forma de prepará-los para o seu ministério. Tens também de se assegurar que os materiais necessários para a catequese estão disponíveis. Além disso, ofereça oportunidade de formação permanente a todos os que trabalham na catequese.
10. Tu és responsável por aquilo que cativas
Catequista tem também problemas pessoais, financeiros e conflitos religiosos. É importante que você como Catequista e companheiro de missão, juntamente com a coordenação e o pároco procure ver e avaliar a vida de cada catequista, oferecendo ajuda espiritual e material (se for o caso).
Querendo ou não, problemas externos acabam acarretando medo e dúvida na vida do cristão. Vontade de desistir, atraso nos encontros, falta de preparo antecedente ao encontro são alguns dos sinais de que aquele catequista está precisando de ajuda.
É bom que seja permitido ao catequista a opção de melhor horário para que ele possa cumprir tarefa de catequista. Catequista é antes de tudo formador de “cristão”, a missão dele é fortalecer o fundamento da fé de cada catequizando.
Uma vez catequista, é necessário que todo o grupo jamais o deixe desistir.
Sandra Avelino
ssimplesmente@gmail.com
*
Sandra Avelino é catequista na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Arquidiocese de Feira de Santana/BA
Mensagem aos catequistas

Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética
Querido (a) Catequista,
“ARDE O NOSSO CORAÇÃO”.....
Em nome da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética, quero parabenizá-lo/a pelo seu maravilhoso trabalho de evangelização. Sabemos que a sua missão é de grande importância e queremos encorajá-lo/a na pastoral catequética.
O objetivo da catequese é formar “discípulos/as–missionários/as “de Jesus Cristo”, pessoas apaixonadas pela construção do Reino. Você é chamado/a a colaborar conosco para iniciar à vida cristã crianças, jovens e adultos.
Neste Ano Catequético desejamos que você nos ajude a fazer da catequese um verdadeiro caminho de fé. Que a Palavra de Deus esteja no centro da mensagem que você transmite. Sem negligenciar a catequese com crianças e jovens, dê uma atenção especial aos adultos e às pessoas com deficiência. Cuide de sua formação, participe das atividades que a sua comunidade oferece.
No dia 19 de abril, convidamos todas as comunidades a dar destaque especial à abertura do Ano Catequético. Desejamos que este dia seja o ponto de partida do grande trabalho missionário. Os párocos poderiam enviar os/as catequistas para visitar as famílias dos seus catequizandos, levando uma cópia da “capelinha missionária” que o Papa Bento XVI entregou aos presidentes das Conferências de Aparecida.
Valorize o dia do catequista que será celebrado no dia 30 de agosto.
Contamos com as suas orações para o bom êxito da 3ª Semana Brasileira de Catequese, cujo tema é “Iniciação à Vida Cristã”, que acontecerá em Itaici – Indaiatuba (SP), de 06 a 11 de outubro.
Que Deus lhe dê sua bênção nesta sua missão de catequizar,
Dom Eugênio Rixen
Bispo de Goiás
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
Para a Animação Bíblico-Catequética.
É desanimador quando...
- Um pai no final da celebração da Primeira Eucaristia, ao passo de agradecer ao catequista pelo tempo dedicado, reclama e fica bravo por ter que esperar 05 minutos para que seu filho tire uma foto com sua turma.
- Percebemos a falta de zelo de certos pais com uma data tão importante na vida de seus filhos. É nítido o desleixo em todo sentido por parte de alguns. Mas o catequista nessa hora tenta suprir essa atenção, fazendo com que a criança não se sinta abandonada.
- Uma mãe, no dia da confissão marcado para as 08h30, chega após as 10h, com os olhos inchados de dormir, brava chama a atenção da catequista que não ligou pra ela para lembrá-la da confissão de seu filho(mas que catequista irresponsável! Ah faça me o favor!!!). Eu tive que ouvir isso e engolir seco de vontade de falar umas boas para essa mãe. E olha que foi enviado o bilhete com todas as datas e uma reunião com todos os pais para tratar sobre a eucaristia.
- Ensaiamos por um mês a fio, todos os cantos, como se comportar durante a celebração e vemos crianças a ver navios, pensando na morte da bezerra, totalmente aéreo durante toda celebração. Fiquei lá do altar (pois estava comentando a missa), pensando na falta de maturidade de algumas crianças e ficou mais que certo pra mim a importância de uma catequese continuada e acompanhada pelos pais. Muitos não têm noção, por mais que seja falado o que é um sacramento.
- Colocamos as 120 crianças em fila, preparadas para a procissão de entrada e temos que esperar por meia pelo sacerdote que iria presidir a celebração. Vocês sabem o que significa 120 crianças, ansiosas, em fila, por meia hora? Eu sei!! Dá vontade de você sair correndo, sem olhar pra trás e ficar um ano sem ver um pimpolho na sua frente!!
Seria sim desanimador, senão colocássemos nossa confiança em Deus e senão tivéssemos a consciência de nossa vocação e a quem servimos.
Então, depois de tudo isso e mais algumas coisinhas, penso naquela dinâmica em que você pega uma folha em branco e lá no cantinho você coloca um pontinho minúsculo preto e você pergunta as pessoas o que vêem e elas respondem rapidamente: “Eu vejo um pontinho preto”. Não vêem que tem toda uma folha branca, que são as coisas positivas e que o pontinho preto é apenas um simples detalhe.
Numa celebração, onde preparamos, pensamos em tudo nos mínimos detalhes e acontecem essas pequenas coisinhas, esses pontinhos pretos não vão conseguir apagar toda beleza que foi a celebração Eucarística de nossas crianças. Somos recompensados quando vemos nossos pequenos receberem Jesus Eucarístico pela primeira vez com tanto carinho, tanta ansiedade, mas felizes, muito felizes. Com certeza será um dia inesquecível na vida deles.
Por isso prosseguimos, reorganizamos novas turmas e recomeçamos como se nada de negativo tivesse acontecido, isso só pode ser dom de Deus.
Conforme nos diz o salmo do dia: Esse é o dia em que o senhor fez para nós, Alegremos-nos e nele exultemos!! Catequistas, obrigada pelo seu Sim que se renova a cada Primeira Eucaristia celebrada.
Sabe qual é a catequese dos meus sonhos?
- Ver os catequizandos na catequese com entusiasmo, com sede de Deus, loucos para aprender um pouquinho sobre Jesus.
- Ver os pais interessados, questionando seus filhos sobre o que aprenderam na catequese, colocando em prática no dia-a-dia o conteúdo dos encontros, passar de ator coadjuvante a ator protagonista.
- Ver catequistas realmente comprometidos com o processo catequético, responsáveis pela sua turma, pelas famílias de suas turmas, valorizando ou buscando meios para se formar.
- Ver nossas crianças crescendo, se tornando jovens participantes e ativos na comunidade, descobrindo ali sua vocação.
- Ver nossa catequese sendo prioridade na Igreja. Ver nossa catequese movimentar toda uma Paróquia, pastoral familiar, Batismo, Liturgia, Promoção humana...
Ahhh!!!! sonhar é bom demais!!! Duro é você acordar e se deparar com a realidade!! Mas com o desejo de transformar esse sonho em realidade!
Imaculada Cintra
*
Meus sentimentos
Material:Papel, lápis de cor.
Desenvolvimento:Cada um deve retratar num desenho os sentimentos, as perspectivas que têm.Dar um tempo para este trabalho individual que deve ser feito em silêncio, sem nenhuma comunicação.
Num segundo momento as pessoas se reúnem em subgrupos e se apresentam dizendo o nome, de onde vem, mostrando o seu desenho explicado-o.
O grupo escolhe um dos desenhos para ser o seu símbolo apresentando-o e justificando.
Pode-se também fazer um grupão onde cada um apresenta mostrando e comentando o seu desenho.
Palavra de Deus:Fl. 1,3-11 SL 6.
O barco
Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 10 a 15 minutos.
Material: Uma folha em branco para cada um.
Descrição: Somos chamados por Deus à vida, e esta nossa vida nós podemos representar como um barco que navega em alto mar. (fazer o barco de papel).Há momentos da nossa vida que este mar se mostra calmo, mas em muitos momentos nós navegamos por entre tempestades que quase nos leva à naufragar. Para não corrermos o risco de naufragar precisamos equilibrar bem o peso de nosso barco, e para isso vejamos o que pode estar pesando dentro desse barco.O barco pesa do lado direito. São as influências do mundo. Ex: Ambição, drogas, televisão, inveja, etv.Vamos tirar de dentro do nosso barco tudo isso para que ele se equilibre novamente. (Cortar a ponta do lado direito do barco)Navegamos mais um pouco e de repente percebemos que o outro agora é que está pesado, precisamos tirar mais alguma coisa deste barco. Deste lado do barco está pesando: Egoísmo, infidelidade, impaciência, desamor, falta de oração, etc. (Cortar a ponta do lado esquerdo do barco)Percebemos agora que existe uma parte do barco que aponta prá cima, é a nossa fé em Jesus que nós queremos ter sempre dentro do nosso barco, esta nossa fé nós vamos guardar e cuidar com carinho para nos sustentar na nossa jornada. (Cortar a ponta de cima do barco e colocar em algum lugar visível)Vamos abrir este nosso barco e ver como ficou (Abrindo parece uma camisa)Está é a camisa do Cristão, somos atletas de Cristo, e como bom atleta que somos temos que usar muito essa camisa para que nosso time sempre vença (colocar alguma coisa sobre o nosso dever de ser cristão)Depois de suarmos esta camisa, nós podemos ter certeza disto (Abrir a camisa e mostrar a cruz sinal da certeza da nossa Salvação)Só conseguiremos esta salvação se assumir-mos a proposta de Cristo (Olhando através da cruz podemos ver nosso próximo e entender suas necessidades)Como vamos nos manter firmes nesta caminhada de cristão não deixando que nosso barco afunde. Temos que nos alimentar, e aui está o único e verdadeiro alimento para nossa alma, que nos faz fortes e perseverantes (Esta pontinha do barco que guardamos - mostrar e perguntar o que é, resposta: eucaristia - está é a certeza que Jesus estará sempre dentro do nosso barco para enfrentar conosco qualquer tempestade).Obs.: Os quatro pedaços de papel que retiramos da ponta do barco são os remos. Nós usamos dois remos e os outros dois remos são de Jesus que está sempre em toda nossa caminhada nos ajudando.(leitura Mt 8, 23 - 27)
Mateus 8, 23 - 27 23 Então Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24 E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo. 25 Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: «Senhor, salva-nos, porque estamos afundando!» 26 Jesus respondeu: «Por que vocês têm medo, homens de pouca fé?» E, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo. 27 Os homens ficaram admirados e disseram: «Quem é esse homem, a quem até o vento e o mar obedecem?
*
Fonte: http://www.catequisar.com.br/
Morrer com Cristo, para com Ele ressuscitar

Muitos hoje estão vivos biologicamente falando, mas espiritualmente morreram e não ressuscitaram com Jesus. O pior de tudo irmãos, é que nossas igrejas estão cheias de “fiéis” assim, infelizmente. Acreditamos num Deus vivo e verdadeiro, que todos os dias nos ensina coisas belíssimas, mas não aprendemos a morrer e ressuscitar com Ele.
O catequista Paulo, nos ensina: “Fomos, pois, sepultados com Ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova.” (Rm 6,4)
Participar efetivamente da Semana Santa está além de observar atentamente seus acontecimentos . Morrer e ressuscitar com Cristo é ter uma atitude de mudança efetiva enquanto cristão, é perceber que o Reino está em cada um de nós se deixarmos e quisermos que Ele viva em nós verdadeiramente.
Hoje muitos sentem-se cristãos, tantos destes são catequistas, e dentre estes alguns se julgam prontos, no entanto não reconhecem que é preciso morrer. Temer a morte é encará-la como o fim e por sua vez não enxergar a vitória de Cristo sobre a mesma.
Mais uma vez, Paulo nos diz na I carta aos Coríntios 15,55: “A morte foi tragada pela vitória (Is 25,8). Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão (Os 13,14)?” . Despojemos-nos do espírito de morte que nos ronda e acreditemos piamente que podemos ressuscitar com Cristo em nossos sonhos, em nossos trabalhos pastorais para uma vida nova.
Faz-se necessário querer meus irmãos! Antes de tudo querer! Queira sem medo e diga para si mesmo: Preciso morrer com Cristo, para com Ele ressuscitar! Quero que morra comigo esta catequese enfadonha e desvinculada da realidade, quero que morra o pessimismo, o comodismo, a minha falta de fé. Quero que morra o ciúme , a inveja, minha incapacidade, minhas enfermidades, minha indiferença, minha auto-suficiência.
Que viva o Cristo Ressuscitado, que Ele viva e reine em meu lar, meu trabalho, minha catequese, em minha vida! Vivamos o projeto de Deus, a partir desta ressurreição meus irmãos, vivamos hoje e sem medos, pois Ele ressurgiu e levou consigo todas as nossas dores. Repito: é preciso crermos!
As nossas tribulações diárias não podem e não devem nos afastar da glória, por isso pensemos sempre que o sacrifício de Cristo não foi em vão e que mais ainda, não foi em vão que Ele Ressuscitou e vem a nós sempre. Confiai irmãos e tudo será menos difícil pois estaremos cada vez mais próximos do projeto que o Pai tem para nós.
Na alegria do Cristo Ressuscitado, que nos permite morrer e ressuscitar com Ele, despertemos para uma vida nova em seu amor!
Anunciando e denunciando,
Clécia Ribeiro
*
Clécia Ribeiro é catequista na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Arquidiocese de Feira de Santana/BaSinais da Ressurreição

O Fogo Novo
No inicio da cerimônia da Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, o círio pascal é levado pelo Padre, para fora da Igreja, enquanto isso apagam se as luzes e o povo,com velas aguardam no escuro,em silencio.Aceso o círio do fogo Novo o Padre o traz para dentro da Igreja e o apresenta aos fiéis como a “ Luz de Cristo” o “Fogo Novo”. As velas que estão com as pessoas são acesas até que toda a Igreja fica iluminada.
O Círio Pascal
O Círio Pascal é uma vela grande,que se acende todos os anos,pela primeira e vez,no Sábado da Vigília Pascal.
No círio há duas letras gregas-o alfa e o ômega-respectivamente a primeira e ultima letra do alfabeto grego.O alfa representa o inicio e o Omega o fim,uma vez que Jesus falou “Eu sou o principio e o fim”
Na vela há ainda a indicação dos quatro algarismos do ano que está em curso.
A cruz
Ressurreição - Atividade
Símbolos da Páscoa
O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição. A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus. É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.OVO:De todos os símbolos, o ovo de páscoa é o mais esperado pelas crianças.Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas
CÍRIO: É uma grande vela que se acende na igreja, no sábado de aleluia. Significa que "Cristo é a luz dos povos".Nesta vela, estão gravadas as letras do alfabeto grego"alfa" e "ômega", que quer dizer: Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também são gravados no Círio Pascal.O Círio Pascal simboliza o Cristo que ressurgiu das trevas para iluminar o nosso caminho.
GIRASSOL: O girassol é uma flor de cor amarela, formada por muitas pétalas, de tamanho geralmente grande. Tem esse nome porque está sempre voltado para o sol.O girassol, como símbolo da páscoa, representa a busca da luz que é Cristo Jesus e, assim como ele segue o astrorei, os cristãos buscam em Cristo o caminho, a verdade e a vida.
PÃO E VINHO: instituição da Eucaristia foi feita por Jesus na Última Ceia, quando ofereceu o pão e o vinho aos seus discípulos dizendo: "Tomai e comei, este é o meu corpo... Este é o meu sangue...". O Senhor "instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar assim o Sacrifício da Cruz ao longo dos séculos, até que volte, confiando deste modo à sua amada Esposa, a Igreja, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal, em que se come Cristo, em que a alma se cumula de graça e nos é dado um penhor da glória futura.
CRUZ: A cruz mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no calvário de Jesus Cristo. Desde a ano 325 d.C. é considerada como símbolo oficial do cristianismo.
CORDEIRO: O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Novo Testamento, simboliza Cristo que é o Cordeiro de Deus sacrificado em prol da salvação de toda a humanidade, seu rebanho.
VESTES: As vestes brancas usadas na celebração pascal retomam a passagem referente à transfiguração de Cristo (na qual as vestimentas de Jesus se tornaram resplandecentes de brancura.) O branco simboliza a pureza, a paz e a plenitude.
COLOMBA PASCAL: Colomba ou Pomba Pascal - De origem italiana, a colomba é bem semelhante ao panetone de Natal, mas com o formato de uma pomba, que representa a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos quando Cristo ressuscita. Além do que a pomba é também um símbolo da almejada paz.
Fonte: http://catequesecaminhando.blogspot.com/
Na paróquia...

Lendo algumas coisas sobre princípios gerais do direito, me deparei com a seguinte afirmação: “...entre várias soluções possíveis, deve-se preferir a mais humana, por ser a que melhor atende à justiça”. Compreendo neste instante que a mais humana, certamente está bem próxima à divina, e faz-se portanto, na maioria das vezes distante de nós, já que os homens não as preferem.
A vida em comunidade não é fácil, disso já sabemos. Sabemos também, que aqueles que segue a Cristo terão suas cruzes. O que nem sempre dá pra compreender é como estas surgem no próprio seio da Igreja, já que devíamos “preferir as soluções mais humanas”. Vejamos os fatos que me levam a escrever pela primeira vez e postar neste blog.
Iniciamos nossas atividades pastorais (catequese) no começo de março, com a alegria de receber muitas crianças, jovens, adultos e novos catequistas. No entanto temos um problema considerável com mobiliário. Mais da metade de nossas cadeiras não servem mais, a menos que passe por uma devida reforma, já que os assentos e encostos não existem mais, devido à ação de cupins.
Agora em maio, teríamos a tradicional seresta das mães, uma maneira de homenagear as mães de nossa paróquia e comprar novas cadeiras, reformar as velhas e proporcionar o mínimo de conforto aos nossos catequizandos e crismandos. No entanto, no mesmo dia, estava marcado um jantar do grupo ECC – Encontro de Casais com Cristo.
De súbito, recebemos um aviso na missa, que o grupo acima iria realizar no mesmo dia, mesma hora uma seresta. Estranhamos e procuramos as lideranças, já que alguns anos, mais de 10, este evento é tradicional da catequese e é a forma mais direta de arrecadarmos fundos para a compra dos materiais que necessitamos. Sem contar, que há alguns anos, nossa paróquia dispõe de um calendário organizado previamente, evitando esses transtornos e para bem ajudar-nos mutuamente.
Em reforma, nossa igreja matriz tem sido o foco principal das despesas e mais do que nunca, diversos grupos da paróquia não medem esforços para caminhar com suas próprias pernas, angariar fundos para suas despesas e inclusive para ajudar a referida reforma. Eis o caso da Catequese e também do ECC.
Então por que reclamar? Simplesmente porque não fomos comunicados, simplesmente por que a Catequese não é prioridade (diga-se de passagem, as cadeiras que necessitamos servem para todos os grupos, pois estes fazem suas reuniões no centro catequético), simplesmente por que o calendário paroquial serve a quem interessar, simplesmente por que quando solicitamos ao conselho paroquial uma reunião visando “preferir as soluções mais humanas” que agradassem a ambas as partes, fomos convocados para uma reunião numa terça-feira às 16 horas (difícil pra quem trabalha, não é?) e nos foi ofertado como direito justo a barraquinha de cachorro-quente no evento do ECC. Piada, não?
Chega de brincar de catequista, estamos aqui pra anunciar e denunciar . Que fique claro que nada temos contra o trabalho desenvolvido pelo grupo em questão, que por sinal tem grande valor e importância. No entanto, enquanto cristãos conscientes demonstramos nossa indignação, pois a Catequese, infelizmente não é tão importante e certamente para alguns vale menos do que 100 cadeiras que necessitamos, talvez tenha o valor de uma barraquinha de cachorro-quente, num evento que por direito era nosso.
Por que não dividir o evento e as despesas? Não sei meus caros irmãos, mas essa proposta nos foi negada. E só pra lembrar, é a terceira vez que isso nos acontece... Talvez por que esta foi a única que de fato nos causou indignação e nos fez protestar, mesmo sufocados e abafados, numa reunião as 16 horas de uma terça-feira sem a presença de lideranças importantes.
O que fazer então? Certamente nossas mães terão uma homenagem, pois isso jamais ficará de lado. Nos resta reforçar nosso SIM, tal qual Maria Santíssima nossa primeira catequista e como ela seguiremos firmes mesmo em meio às dificuldades, carregaremos nossas cruzes surgidas dentro ou fora da Igreja.
Oxalá tudo tenha bom êxito no evento do ECC.
Oxalá encontraremos meios para proporcionar cadeiras mais decentes para todos que usufruem do centro catequético, contando com o apoio de toda comunidade que nos fortalece e pela qual trabalhamos.
Oxalá não aconteçam mais injustiças dentro de nossas comunidades.
Oxalá que “preferir as soluções mais humanas” esteja não apenas nos princípios gerais de direito, mas na vida em comunidade!
Oxalá que este desabafo, sirva ao menos para relembrar nosso papel de catequista e o qual eu revivo hoje deixando a vocês a paz sempre inquieta de Jesus.
Catequista sempre e sempre anunciando e denunciando...
*
Clécia Ribeiro, catequista da PNSPS
Fiz a diferença na vida deles...
Hoje, escrevo para pedir orações a vocês...
Tem quatro anos que não assumo uma turma de catequese, por estar envolvida na coordenação e trabalho com os pais.
Vamos dar uma reformulada na catequese, trocamos o material, quero acompanhar o material, para saber orientar os demais catequistas.
Mas esse não é o motivo principal de querer ter uma turma, na verdade sinto muita falta desse contato direto na sala e também tenho um desafio para esse ano.
Acompanho alguns garotos já tem uns quatro anos, sabe aqueles meninos que ficam direto na rua, não conseguem ficar na escola e ficam perturbando nas festas e olhando os carros nos horários de missa. Sim, esses que muitas vezes fingimos nem ver, nos incomodam...
Esses garotos, tento colocá-los na catequese todo ano, coloco, compro material e eles somem. Tenho mais afinidade com dois deles, o Paulinho e o Pablo. O Paulinho nem batizado foi e me chama de madrinha, não participa dos encontros, mas está sempre por ali...
Na procissão da padroeira, participa comigo. Eles moram naqueles “becos” que acontecem de tudo, drogas, prostituição, violência. Tem um que está preso pois matou um taxista!! É um rolo danado... fico vendo eles crescerem ali e temo que tomem o mesmo rumo e gostaria tanto que a catequese o salvasse.
Falo com confiança, EU QUERO que a catequese os salve, são cinco que vou tentar levar nesse ano comigo, são por eles que quero assumir uma turma, preciso tentar fazer alguma coisa e sei que eles me respeitam e sabem que podem contar comigo.
Sei que vou enfrentar muitas dificuldades, com o restante da turma e com certeza com pais, mas vou encarar. Preciso de vossas orações.
Quero um dia, olhar pra eles, e dizer: “Eu fiz a diferença na vida deles...” Vou tentar e tenho fé que vou conseguir.
Já pensou se cada catequista pudesse ir atrás de um garoto desse e colocar na sua turma, mostrando que ele é um filho amado por Deus. Lanço a você esse desafio!!!
Mas no meu caso, são cinco, cinco!! Meu Deus...
Conto com uma ave-maria de cada um pra que eu consiga levá-los pra catequese e estando lá, farei de tudo pra conquistá-los pra Deus.
Beijos
Imaculada Cintra
*
Imaculada Cintra é catequista na Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Capelinha, em Franca/SP












