Diretório Nacional de Catequese

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O objetivo do Diretório "é apresentar a natureza e a finalidade da catequese; traçar os critérios de ação catequética; orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nos Regionais, nas Igrejas Particulares e nas comunidades".

Para baixar é só clicar em:
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_49412e2f45ba2.pdf

Espero que vocês façam uso desse documento tão importante.
Um final de semana repleto de luz!
Abraços fraternos,
Clécia

Catequista freelance

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A catequese não pode ser encarada como algo eventual. Um catequista não pode ser freelance, do tipo que trabalha independente dos outros, que faz o que quer nos seus encontros, que não busca na relação com os demais o crescimento pessoal e espiritual.

Freelance é o cara que trabalha de forma independente. Existe nele um certo compromisso, mas não a oficialidade. Por isso, tudo ser torna eventual, esporádico. “Não estou atrelado a ninguém, mas a um trabalho que me foi solicitado”. “Não tenho horário e não tenho chefes.” Assim são alguns, não todos, freelances.Não estou dizendo, com isso, que freelances trabalham com descaso ou que não se dedicam naquilo que fazem. Nada disso. Só estou fazendo um comparativo com a catequese. Catequista freelance, não dá.

Infelizmente existem muitos catequistas que agem com desinteresse. Encaram a catequese não como uma missão, mas sim, como uma simples tarefa a ser cumprida. Claro, existem muitos que não se dão conta da dimensão do trabalho em que estão metidos e outros ainda, que não vêem a catequese como uma chance de mudar o mundo através das pessoas. Cada vez me convenço mais que é preciso, definitivamente, o primeiro anúncio.

Reevangelizar os catequistas.

Reevangelização geral, urgente, prá ontem...

Torná-los cientes da missão.

Fazê-los acordar para a realidade do mundo.

Orientá-los à busca incessante de formação e conhecimento.

Formá-los para o relacionamento humano.

Criar neles o senso crítico e a capacidade de diálogo.

Ensiná-los a viver em comunidade, obedecer às hierarquias.

A estabelecer metas.

A criar objetivos comuns.

A ter paciência.

A escutar mais do que falar.

A própria Igreja precisa se dar conta de tudo isso. Também são necessárias formações específicas e mais profundas, para padres, párocos, religiosos e religiosas, para que atuem nas bases e juntem-se aos catequistas, e não os abandonem a própria sorte como acontece em muitas comunidades.

Não precisamos de mais teses. Nem de conceitos pré-estabelecidos. Nem do óbvio e nem do blá-blá-blá dos doutores que nunca pisaram numa sala de catequese, mas que dão o pitaco em tudo que se refira a ela. Os catequistas interessados, dedicados, que amam a missão que lhes foi confiada, não necessitam mais de chefes que só mandam fazer, mas nunca estão ao lado.

Precisamos de gente engajada, preparada, formada, que não apenas indique caminhos, mas que nos ajude a caminhar.

Reevangelizar catequistas é torná-los hábeis, corajosos, cientes da missão e não freelances ocasionais, momentâneos, sem compromisso, que hoje estão envolvidos e amanhã, estão afastados.

Todos, sem exceção, precisamos rever conceitos e atitudes em relação a catequese. Todos, todos mesmo, inclusive os padres e muitos bispos que andam por aí.
( Alberto Meneguzzi)

Pense no Haiti, reze pelo Haiti...

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Igreja no Brasil lança Campanha SOS Haiti para ajudar os necessitados do terremoto

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, organismo vinculado a CNBB, está lançando uma Campanha de ajuda às vítimas do terremoto que atingiu o país caribenho, na noite do dia 12, vitimando milhares de pessoas, dentre elas a fundadora da Pastoral da Criança, Drª Zilda Arns. Diante das consequências desta tragédia, a CNBB, em conjunto com a Cáritas Brasileira, lança a Campanha SOS HAITI em socorro à população atingida pelo terremoto.
Com esta campanha, a Igreja pretende fazer um apelo a todas as comunidades, paróquias, dioceses e a sociedade em geral para que organizem coletas em favor do povo haitiano, sugerindo que o dia 24 de janeiro, domingo, seja dedicado a orações pelas vítimas, reflexões e coletas em dinheiro. O resultado da campanha brasileira SOS HAITI se integra a campanha mundial promovida pela Caritas Internacionalis em resposta ao chamado do papa Bento XVI para a solidariedade da Igreja ao povo haitiano.
As doações em dinheiro podem ser depositadas nas contas bancárias abertas exclusivamente para a campanha e serão destinadas às ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo haitiano. As contas para depósito são:
Banco Bradesco, Agência: 0606 Conta Corrente: 70.000-2;
Caixa Econômica Federal OP: 003, Agência: 1041 Conta Corrente: 1132-1;
Banco do Brasil, Agência: 3475-4 Conta Corrente: 23.969-0
Mais informações acesse o site da Cáritas Brasileira, http://www.caritas.org.br/ ou ligue (61) 3214-5400.

Zilda Arns

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Zilda Arns, um exemplo de liderança e determinação.
Fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, suas ações ajudam a salvar milhares de crianças todos os anos, até mesmo fora do Brasil.
Em missão, no Haiti, ela nos deixa, mas deixa também muitos sonhos plantados, esperanças colhidas, vidas salvas e resgatadas por seu trabalho ímpar.

Nesse momento de dor, nos juntamos aos irmãos haitianos, aos brasileiros em diversas missões no Haiti e a todos que de alguma maneira hoje sente a dor da saudade causada pelos acontecimentos recentes naquele país.

Obrigada Zilda, por acreditar que o mundo pode ser melhor, com ações simples, nada mais humano e divino ao mesmo tempo! Acreditar que podemos ter um mundo melhor, fazendo nossa parte!
A Pastoral da Criança continua a obra inciada, há muito ainda o que fazer!

Obrigada Zilda, que Deus te acolha!


Cartão Musical - dinâmica de apresentação

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Objetivo:
- Facilitar o relacionamento entre os participantes de um grupo;
- Aprender os nomes dos companheiros do grupo.


Desenvolvimento:


1- Coordenador distribui um cartão, um lápis e um alfinete para cada participante e pede que cada um escreva no cartão o nome e prenda-o na blusa. (Não pode ser apelido).

2- Os participantes sentam-se em círculo. O coordenador coloca-se no centro e convida os demais a cantar:

“Quando vim para este grupo, um(a) amigo(a) eu encontrei (o coordenador escolhe uma pessoa) como estava ele(a) sem nome, de (nome da pessoa) eu o(a) chamei.Oh! amigo(a), que bom te encontrar, unidos na amizade iremos caminhar”(bis).(Melodia: Oh, suzana!!)

3- O coordenador junta-se ao círculo e a pessoa escolhida, entoa a canção, ajudada pelo grupo, repetindo o mesmo que o coordenador fez antes. E assim prossegue o exercício até que todos tenham se apresentado.
4- A última pessoa entoa o canto da seguinte maneira:

“Quando vim para este grupo, mais amigos encontrei, como eu não tinha nome, de ...(cada um grita seu nome) eu o chamei.Oh! amigos(as), que bom nos encontrar, unidos lutaremos para o mundo melhorar" (bis).


Avaliação:
- Para que serviu a dinâmica?
- Como nos sentimos?

Ministério e Catequese - parte II

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Desafios para o ministério do Catequista


“Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida
era serviço; servi e vi
que o serviço era alegria”
(R. Tagore).


Um dos maiores problemas enfrentados pela catequese hoje é a formação permanente.
Muitos não participam ativamente, inserindo-se na comunidade e em comunhão com a Igreja que conferiu o mandato de catequista. A conseqüência da falta de compromisso com a formação
continuada será a educação de cristãos desvinculados da vida e da comunidade, para uma prática
descompromissada e individualista.


Além da problemática da formação, encontramos diversas realidades que a catequese se depara:
* Crianças e jovens que encontraram na família um ambiente propício para a iniciação cristã e
outras não.
* Catequizandos que foram iniciados aos sacramentos, mas não foram devidamente iniciados
à vida comunitária.
* Diversidade quanto à realidade vivida pelos catequizandos.
* Famílias em situações irregulares diante das leis da Igreja.
* Pessoas cada vez mais sedentas de Deus e de um caminho de fé.
* Pluralidade de religiões e seitas numa sociedade cada vez mais global e excludente.
* Grande rotatividade de catequistas.
* Faltam catequistas preparados para o ministério na Igreja.
* Falta de um maior conhecimento bíblico e teológico.


É muito comum ouvir nas ruas que as pessoas não querem compromisso. Mas isto vira filme
de terror, quando ouvimos da boca de um catequista: “se for pra exigir algo mais sério eu desisto de ser catequista!”. Se for um trabalho que exige tempo, disponibilidade e perseverança as pessoas e até os catequistas tentam dar um jeitinho para saírem de fininho. Não querem, não gostam, não se sentem autenticamente motivados.
Numa conversa bastante franca pode-se dizer que não é só a catequese que empenha sacrifício, capacidade para aprender e uma boa dose de motivação. Tudo na vida requer isso, inclusive o trabalho e o casamento. Será que as pessoas estão realmente conscientes disso? Muitos fazem suas opções sem terem consciência das conseqüências de suas escolhas.
A maioria das pessoas hoje quer optar por uma vida fácil, descomprometida e sem muita dor
de cabeça. Será que a nossa fé cristã admite sustentar uma visão dessas? Ser cristão, não só de
nome, implica em assumir pra valer o mesmo caminho de Jesus, um caminho que dá sentido à vida, que traz felicidade, mas que tem as suas renúncias, que requer doação, discernimento e coragem. Só quem ama verdadeiramente, está disposto a correr todos os riscos para oferecer maior qualidade de vida para os outros. Isto fez Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,13). Quem não segue este mesmo caminho, trai a sua fé e engana a si próprio num caminho de aparências e desventuras.
Em meio aos desafios, as Diretrizes Gerais para a Catequese já apontam para a catequese como uma ação prioritária na Igreja: “a formação catequética é prioridade absoluta, e qualquer atividade pastoral que não conte para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade” (DGC 234).



O ministério do catequista não pode ser de modo algum uma atividade improvisada, espontânea e momentânea. Para responder aos desafios faz-se necessário elencar alguns critérios importantes para ser catequista na Igreja:
> Ser jovem (acima de 15 anos) ou adulto, que tenha recebido os sacramentos de iniciação
cristã.
>Alguém que tenha passado por uma formação inicial para ser catequista.
> Uma pessoa bem integrada consigo mesma, equilibrada em sua afetividade e sexualidade.
> Seja uma pessoa aberta e disponível para viver a comunhão com os demais membros da
comunidade que atuam em pastorais, movimentos e ministérios na Igreja.
> Tenha discernimento e boa conduta, habilidade para corrigir e humildade para servir.
> Saiba exercitar a paciência, por meio do respeito e da tolerância ao diferente.
> Seja uma pessoa alegre, com coração de discípulo para aprender e um místico para
experimentar a presença de Deus pela oração.
> Seja membro ativo de sua comunidade, que participa e celebra a sua fé, testemunha a
caridade e a esperança.
> Seja um pessoa de fácil convivência, de bom relacionamento e bonita amizade com os
demais catequistas.
> Saiba acolher os catequizandos e conviver com a diferença, sem perder sua identidade de
pessoa, cristão e ministro da Igreja.
> Esteja aberto e atento à formação permanente, para crescer cada dia a mais no discipuladomissionário
de Jesus.
> Tenha grande estima pela catequese, deixando transparecer sua paixão pela catequese no
anúncio-testemunho da Palavra de Deus.





Um fim de semana cheio da ação do Espírito Santo!
Fraternalmente,
Clécia e Sandra

Quem são os três reis magos?

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Encontrei esse texto no site www.paroquiacristorei.com.br/mensag_6/.../Reis%20Magos.doc - e resolvi postá-lo pois acredito que precisamos aprender ou lembrar umas coisas interessantes sobre os Reis Magos.




OS TRÊS REIS MAGOS
(Is. 60,1-6; Ef. 2-6; Mt. 2,1.12)


Vocês conhecem a história dos 3 Reis Magos? Eles eram muito estudiosos e gostavam de conhecer todos os segredos da natureza.
No tempo em que Jesus nasceu, os Reis eram considerados sábios.
Vocês sabem o nome deles? Baltazar, Melquior e Gaspar.



BALTAZAR era um Rei que morava num castelo muito alto. Nesse castelo havia uma torre e um igreja em ruínas. O último padre já havia morrido e ninguém veio substituí-lo para ensinar as crianças.
Os pais também não levavam mais as crianças para a Igreja, não falavam de Deus aos seus filhos e nem as ensinavam a viver os verdadeiros valores.
A igreja ficou abandonada e o povo, sem fé.
O rei Baltazar andava muito triste, porque no seu país o povo só pensava nas coisas materiais, perdera a fé e se esquecera de Deus.
Um dia, o rei sonhou que uma mensagem lhe chegaria das alturas. Por isso, todas as noites mais claras, Baltazar subia à torre para olhar os astros. Olhava, olhava, e tentava descobrir uma estrela brilhante que lhe traria uma mensagem.
Numa dessas noites, Baltazar foi visitar a igreja em ruínas. Ao chegar à igreja, como estava muito cansado, deitou-se e adormeceu. E teve um sonho: viu uma linda criança surgindo no meio da escuridão, envolta em ouro e parecia um sol. E a criança falou a Baltazar: “quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a fé”. E a criança desapareceu.
A partir dessa visão, cada vez mais o rei procurava uma nova estrela no céu. Até que, um dia ele viu uma estrela que brilhava mais do que todas as outras, e nela havia uma criança deitada no berço, com os bracinhos abertos. A criança dizia: “Aproxima-se a hora, Baltazar!” A estrela se movimentava no céu como que apontando um caminho.
Baltazar voltou para o palácio e começou a arrumar suas coisas para a viagem. E ele ia pensando, que presente deveria levar ao menino da estrela. Lembrou-se do cheiro de incenso que queimava na igreja e preparou um lindo vaso com incenso para levar ao menino, filho do Rei, que ia nascer. E lá se foi Baltazar com seu camelo, seguindo a estrela.



Em um outro país, havia um outro rei chamado MELQUIOR. Ele andava muito triste porque no seu país havia muita guerra, violência e destruição. Os ladrões roubavam as casas e as pessoas andavam com muito medo. Os vizinhos brigavam entre si e não havia paz. Então, o rei Melquior fez uma reunião com todos os seus ministros para buscar uma solução para o seu país. Os ministros só encontravam soluções violentas: mais policiais nas ruas, armas mais pesadas, forca, pena de morte, leis mais rígidas, etc. Ninguém se entendia; e acabaram brigando entre si.
Nessa discussão, um dos ministros bateu na taça de ouro que estava na mesa e derramou todo o vinho na toalha. O Rei Melquior ficou muito aborrecido e permaneceu em silêncio olhando para a taça virada. No fundo da taça, estava uma estrela brilhante e uma criança deitada num berço com os bracinhos abertos. E a criança dizia: “quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a paz”. A partir daquele dia, o rei começou a procurar todos os dias, no céu, essa estrela brilhante. Até que um dia, lá no alto
ele viu aquela mesma estrela brilhante que aparecera na taça; e no meio estava uma criança deitada com os bracinhos abertos. Melquior ficou emocionado porque sabia que o tempo do nascimento estava próximo. Então, ele pediu para preparar a caravana para começar a viagem ao encontro do menino da estrela.
Arrumou o melhor presente que tinha: aquela mesma taça de ouro que estava na mesa da reunião. Saindo do palácio, iniciou a viagem seguindo a estrela que brilhava no céu.



O último rei mago chamava-se GASPAR e vivia na África. No seu reino o sol era muito forte e queimava as plantações e a terra. Quase não chovia. O povo vivia às margens dos rios onde se podia plantar verduras, frutas e outros alimentos. O rei Gaspar ia sempre ao rio junto com o povo para rezar e pedir chuva.
Mas, as águas do rio baixavam cada vez mais e a chuva não vinha. A seca foi aumentando e o povo vivia triste, com fome e com sede. Somente sobrou uma fonte que ficava no castelo, onde ainda havia muita água. Por isso, todo o povo se dirigia para o castelo a fim de pegar água. Mas, era tanta gente que a água começou a acabar. Muitos morriam de sede pelo caminho.
O rei ficou muito triste no dia em que acabou completamente a água do poço. Naquela noite, o rei Gaspar teve um sonho.
Sonhou que estava olhando o fundo do poço quando perdeu o equilíbrio. Para não cair dentro do poço ele teve que se agarrar a uma árvorezinha chamada Mirra. Era a única árvore que sobrara em todo aquele deserto seco e árido. A Mirra é uma pequena árvore que dá uns grãozinhos dentro da casca, que servem para aliviar o sofrimento das pessoas.
Assustado, o rei Gaspar percebeu que o fundo do poço estava todo iluminado. Ele também viu uma estrela brilhante com uma criança deitada num berço. E o menino dizia: “Quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima”. No mesmo instante começou a brotar muita água no poço, enquanto a estrela subia para o céu mostrando um caminho. E a criança desapareceu.
Gaspar acordou muito feliz com o sonho e convocou todo o povo para descer ao rio e rezar. Muita gente já havia morrido. De repente, atrás das nuvens, apareceram nuvens negras, com raios e trovões, desabando um grande temporal sobre o país.
Gaspar ficou emocionado e percebeu que a água do rio estava brilhando. E olhando para o céu, viu a mesma estrela do sonho, com a criança no berço, apontando um caminho. Agradecido, Gaspar resolveu ir atrás do menino da estrela. Mandou preparar a caravana e um presente especial para o menino: ele levou a mirra, que era um bálsamo feito com grãos daquela única árvore que sobreviveu a toda a seca do país, e estava junto ao poço do castelo.




Os três reis magos viram a mesma estrela com o menino, mas, um não sabia o que havia acontecido com o outro. Eles não se conheciam, mas, viajaram seguindo a mesma estrela, cada um por um caminho diferente, com muita certeza e esperança. Eles foram se encontrar somente perto de Jerusalém, quando pararam para descansar. Foi aí que os três rei magos se encontraram; eles se apresentaram um ao outro e descobriram que estavam seguindo a mesma estrela e procurando o mesmo menino. Eles ficaram muito contentes e felizes. Mas, quando olharam para o céu perceberam que a estrela havia desaparecido. Então eles ficaram muito tristes. Como seguir viagem se a estrela desapareceu?



Foi então que eles resolveram ir até o palácio de Herodes a fim de buscar informações a respeito do menino. Quando Herodes ouviu os magos falarem que o menino era rei, ficou muito preocupado. Chamou os sábios para saber o lugar certo onde o menino deveria nascer. E em seguida, Herodes avisou os magos para que ao voltarem da viagem dissessem a ele onde o menino estava.
Quando saíram do Palácio de Herodes, os reis magos enxergaram novamente a estrela e ficaram muito contentes. Seguindo a estrela chegaram até Belém onde encontraram aquele menino numa gruta, deitado num bercinho ao lado de seus pais. Os Reis Magos adoraram o Menino Jesus e entregaram os seus presentes:



Baltazar entregou o Incenso que trouxe da igreja e significava a abertura dos caminhos para a oração. Melquior entregou a Taça de Ouro que continha o vinho e significava que Jesus era o melhor presente, a jóia mais preciosa, que o Pai do Céu havia mandado. E Gaspar entregou a Mirra, o bálsamo usado para aliviar o sofrimento do povo e lembrava a paixão e morte de Jesus.

E o evangelho nos diz que os Reis Magos voltaram por outro caminho, cada um para o seu país, porque o anjo os avisara para não passarem pelo palácio de Herodes, em Jerusalém, porque ele pretendia matar o menino.



A Vida dos Reis Magos nos revela que a história é cíclica. Ao se aproximar o Terceiro Milênio percebemos que nós estamos vivendo hoje a mesma situação limite do tempo dos Reis Magos.
O País de Baltazar vivia na carência de Deus, num clima de materialismo profundo e ausência de fé. O templo destruído, a falta de sacerdotes, a irresponsabilidade dos pais que não educavam para Deus e para os verdadeiros valores.
O País de Melquior vivia numa situação de violência e guerra entre irmãos, numa total ausência de fraternidade. Todas as soluções para acabar com a violência era usar de mais violência.
O País de Gaspar vivia numa carência de água que simboliza hoje todas as dificuldades materiais que o povo está vivendo por causa do sistema econômico.

Vivemos hoje essa situação limite: a estrela não está mais no céu e o menino não está em Belém. A estrela está dentro de cada um de nós: temos que fazer uma viagem ao interior de nós mesmos para aprofundar a consciência sobre a realidade e a nossa participação na mudança dessa realidade, através da implantação e da vivência dos verdadeiros valores. Jesus também está dentro de nós com toda a força do Espírito Santo e seus dons para ajudar os homens e mulheres de boa vontade a levarem avante essa missão e essa responsabilidade.




Texto preparado por Catarina, Iara e Padre Magalhães, da Equipe da Missa das Crianças para a Festa da Epifania, em janeiro de 1998, a partir da leitura do livro “Lendas Natalinas”, de Jakob Streit, Editora Antroposófica

Vamos colorir? ** Reis magos**

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Ouro, incenso e mirra (Pe. Zezinho)


São três Reis que chegam lá do oriente


para ver o Rei que acaba de nascer

Dizem que um é branco, o outro cor de jamboo

outro rei é negro e que vieram ver.

Novo Rei que nasceu igual estrela no céu(2x)










Dizem que uma estrela muito diferente

lá no oriente se podia ver

Falam de um cometa e ninguém sabe ao certo,


mas pelo deserto eles vieram ver

O Novo Rei que nasceu igual estrela no céu(2x)










E trazem ouro, incenso e mirra pra festejar o Novo Rei


Que tem poder e majestade que vem do céu, que é de Deus.

Que vai sofrer que vai morrer e que nos libertará.(2x)

São milhões de vidas que no ocidente


que no oriente sofrem opressão


Tem todas as cores, todos os temores


todos os rancores desta desta Humilhação.


Disseram libertação e olham todos pro céu(2x)





Dizem que um futuro muito diferente


esta pobre gente inda conhecerá.


Dizem que é seguro que o futuro é certo


Que anda muito perto, que começa já


O Novo Rei que nasceu igual estrela no céu(2x)


E trazem ouro, incenso e mirra pra festejar o Novo Rei


Que tem poder e majestade que vem do céu, que é de Deus.


Que vai sofrer que vai morrer e que nos libertará.(2x)

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