Oração de hoje

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"Aquele que uma vez encantou-se pelo Reino, perdeu o direito de viver descansado." São Bernardo


Clecia e Sandra
Catequistas de Crisma da Paróquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro
Arquidiocese de Feira de Santana - Bahia



"Comungar é tornar-se um perigo, viemos pra incomodar!"

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"Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei, para dardes fruto e para que o vosso fruto permaneça. Assim, tudo o que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará." João 15,16
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Estamos começando em Nossa Paroquia a Semana de Formação Catequética. Começamos ontem durante a missa da noite com a troca de posse da coordenação e com a missa do Envio, e de hoje ate sexta-feira teremos todas as noites Palestras, Seminarios e Oficinas no intuito de preparar novos catequistas e de fazer uma reciclagem nos catequistas já atuantes.
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Estou auxiliando na coordenação desta pastoral com mais 3 irmãos de fé, são eles: a Kadija como coordenadora, o Evandro tesoureiro e Ailton o Secretario, e durante a nossa preparação para fazer acontecer essa Semana de Formação tive muito medo. Medo de não saber o que fazer, medo de não saber o que dizer, medo de não conseguir cumprir todos os compromissos assumidos, medo de magoar a quem amo, mede de não ter tempo para meu filho e minha familia. Principalmente tinha medo do medo. Mas como ouvi de uma grande e valiosa amiga, o medo é cruel e covarde, ela nos dimiui ate o ponto de nos atrofiar. Mas naquele momento aquelas palavras entraram por um ouvido e sairam pelo outro. Cheguei ao ponto de desistir de participar dessa missão que Deus me deu. Mas ontem meus amigos, ontem fiz as pazes com Deus.
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Ha muito tempo que não me comungo. Não por estar irregular com a Igreja. Não. Mas por não me sentir digna e preparada. Agora eu sei que isso me deixou fraca edesmotivada, mas ontem, algo me empurrou para aquela fila da comunhão. Algo mexia os meus pés, algo postou as minhas mãos em preparo e no momento do reencontro senti o Espirito Santo de Deus em mim. Não sei como descreve-lo aqui, só sei dizer que nunca tinha sentido aquilo tão intenso, tão sublime e sereno. Lembro-me com graça o semblante de nosso Paroco ao me reconhecer. Era uma expressão de surpresa e felicidade.
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Mas no caminho de volta ao meu lugar, senti a falta de um sorriso amigo, daquela que me ajudou a retornar a catequese quando me encontrava afastada, falta daquela que foi minha companheira de catequese ano passado.
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Agora que tornei-me perigo, devo incomodar aquela de quem TODOS sentem a falta e comentam o seu subito afastamento. Não direi o nome dela aqui, mas ela saberá que é pra ela isso que escrevo.
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DEUS PRECISA DE VOCÊ!
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EU PRECISO DE VOCÊ!
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A CATEQUESE PRECISA DE VOCÊ!
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Queridos leitores blogueiros, se você conhece alguém que pensa em "dar um tempo" nessa missão, não permita que isso aconteça. Por maior ou menor significancia que você acha que ele tenha dentro da sua comunidade, não deixe que o cansaço e que o medo dominem a fé deste catequista. Oremos juntos
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OREMOS: Ó Deus, tu que nos chamastes pelo nome para evangelizar e anunciar ao mundo o amor que tu vivestes, dai-nos a graça de permanecermos sempre unidos e perseverantes e nossa fé, fazei com que vivamos sempre em comunhão e fraternidade,Vós que vive e reinas pelos séculos. Amém
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Sandra Avelino
Catequista da Paroquia Nossa Senhora do Perpetuo Socorro
Arquidiocese de Feira de Santana - Bahia
Amiga, eu nunca desistirei de você.

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010

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Campanha da Fraternidade 2010
Tema: "ECONOMIA E VIDA.
"Lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro." Mt 6,24
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidadee da conivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.

Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.

Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.

Por Cristo, nosso Senhor.

Amém.

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010

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Explicação do Cartaz:

As mãos em súplica diante de uma vela feita de dinheiro revelam o drama do ser humano que precisa de bens materiais para sobreviver, mas que pode também tornar-se escravo da ganância. Aquelas mãos dirigem uma súplica a Deus ou ao dinheiro? É luz divina que ilumina ou é o cintilar das moedas que atrai? O dinheiro é necessário, afinal precisamos comprar alimentos, roupa, cuidar da saúde, manter os filhos no colégio, pagar moradia e ter momentos de lazer. O cintilar do ouro e das moedas, porém se mistura facilmente com a ambição e o desamor. Podemos nos tornar escravos dos bens materiais e depositar neles a nossa segurança. Podemos viver acumulando dinheiro e propriedades como se deles dependesse a nossa vida, esquecendo que há crianças abandonadas, pessoas famintas e doentes. O cartaz nos convida ao desapego aos bens materiais, a pôr nossa confiança em Deus, contribuindo com nosso trabalho para a construção de um mundo mais justo e solidário.

BAKHITA, A SANTA

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Quem quiser assistir, nesta quarta(17/02), este filme estará sendo transmitido na Tv Aparecida as 21h - horário de Brasília, no domingo a Tv Aparecida estará apresentando outro filme maravilhoso sobre a vida de São Pio de Pietrelcina às 15h. Não percam, vale a pena conferir pra conhecer.


SINOPSE
Uma mensagem de amor, misericórdia e bondade. O ano é 1948 e Aurora Martin chega ao convento de Canossian aonde Bakhita acabou de morrer e acaba recordando a incrível vida e mulher que cuidou dela quando menina.
Nascida em uma vila no Sudão, seqüestrada por traficantes e vendida a Frederico Martin, um mercador italiano. De volta à Itália, Bahkita se torna baba de Aurora, que perdeu sua mãe no nascimento.
Mesmo com uma violenta oposição dos camponeses e moradores locais, Bakhita abraça a fé católica graças ao Padre Antonio. Contrariado, Frederico Martin não aceita, pois a considera sua propriedade, e agora vai caçá-la a fim de trazê-la de volta. No ano de 2000 ela foi declarada Santa pelo Papa João Paulo II.
Título Original: Bakhita – The African Saint
Gênero: Épico
Diretor: Giacomo Campiotti
Origem: Itália
Idioma: Italiano, Português
Duração: 200 min
Elenco: Francesco Salvi, Ludovico Fremont, Fabio Sartor, Fatou Kine Boye


Sobre a Santa...
Santa irmã morena, como era conhecida, nasceu no Sudão, em 1869. Santa Josefina, como muitos naquele tempo, viveu a dureza da escravidão. Bakhita, que significa afortunada, não foi o nome dado a ela pelos pais, mas por uma das pessoas que, certa vez, a comprou.Por um cônsul italiano que a comprou, ela foi entregue a uma família amiga de Veneza. Ali, ela tornou-se amiga e também babá da filha nova deles que estava nascendo.
Em meio aos sofrimentos e de uma memória toda marcada pela dor e pelos medos, ela foi visitada pelo amor de Deus. Por que essa família de Veneza teve de voltar para a África, em vista de negócios, tanto a filha pequena quanto a babá foram entregues aos cuidados de irmãs religiosas de Santa Madalena de Canossa. Ali, Santa Bakhita conheceu o Evangelho; conhecendo a pessoa de Jesus, foi se apaixonando cada vez mais por ele.
Com 21 anos, recebeu a graça do sacramento do batismo. Livremente, ela o acolheu e foi crescendo na vida de oração, foi experimentando o amor de Deus e se abrindo à ação do Espírito Santo.Quando aqueles amigos voltaram para pegar Bakhita e a criança, foi o momento em que ela expressou o seu desejo de ficar, porque queria ser religiosa.
Passado o tempo de formação, recebeu a graça de ser acolhida como religiosa. Isso foi sinal de Deus para as irmãs e para o povo que rodeava aquela região.
Santa Josefina Bakhita, conhecida como irmã morena, sempre com o sorriso nos lábios, foi uma mulher de trabalho. Exerceu várias atividades na congregação. Como porteira e bordadeira, ela serviu a Deus através dos irmãos.
Carinhosamente, ela chamava a Deus como seu patrão, “o meu Patrão”, ela dizia.Conhecida por muitos pela alegria e pela paz que comunicava, ela, ao passar a idade, foi acometida por uma grave enfermidade. Sofreu por muito tempo, mas na sua devoção à Santíssima Virgem, na sua vida de oração, sacramental, de entrega total ao Senhor, ela pôde se deixar trabalhar por Deus, seu verdadeiro libertador.
Ela partiu para a glória e foi canonizada pelo Papa João Paulo II no ano 2 mil.
Santa Bakhita, rogai por nós!
Fonte:http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?dia=8&mes=2

Quarta-feira de Cinzas

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Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" … Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.


A miséria e a fartura

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Uma amiga catequista me confessou que andava triste e desanimada. Sabe estes momentos de deserto que se apodera da gente e quase nos derruba? Isso aconteceu com ela. O filho mais novo, sentindo a tristeza da mãe, decidiu agir. De cinco em cinco minutos ele chegava até ela, dava um abraço e dizia “Mãe, eu te amo”. Esta minha amiga catequista me contou que com aquele abraço do filho, sentia-se mais animada e encorajada a enfrentar os dias sombrios em que ela se encontrava. O recado do filho, nas entrelinhas, era para que a mãe soubesse que ele estava ali ao lado. Era isso que ele dizia mesmo sem dizer explicitamente: “Estou ao seu lado, eu te amo, não fique triste mãe”.

Esta relação de mãe e filho é prova da existência do amor puro e verdadeiro entre ambos. Cumplicidade. Sinergia. Relação profunda. Amor dos mais sinceros, daqueles que irrompem a razão. Num mundo contaminado pelas relações superficiais, sem gestos de carinho e onde “pequenas atitudes” são cada vez mais raras, me emociono ao ouvir relatos deste tipo.

Tenho ouvido muitos desabafos de catequistas desanimados, tristes e sem forças para continuarem sua missão. Os motivos são os mais diversos e passam desde questões pessoais, como problemas em casa, no casamento, com filhos ou um desânimo generalizado com a própria vida em comunidade. Se nós, lideranças pastorais e catequistas, agíssemos como este filho com mãe, e pudéssemos dizer uns aos outros de forma mais freqüente e verdadeira “ eu te amo e estou ao seu lado para o que der e vier”, como seria mais leve a nossa missão....

Tenho certeza que muitos catequistas desistem de serem evangelizadores pela ausência de afeto, de relações mais humanas. Não é a falta de entendimento sobre o que é a missão ou crise de fé. É o afeto, aquele que todo mundo precisa, que não aparece como deveria nas relações comunitárias. As vezes nos esvaziamos, acontecem os momentos de deserto e poucos aparecem para um abraço carinhoso, uma palavra de consolo ou, até mesmo, um silêncio de compreensão, do tipo que diz “ eu te entendo, e te amo mesmo assim”. Sem julgamentos!
Precisamos estreitar laços, conhecer mais quem caminha ao nosso lado. Poder ter a liberdade de pedir ajuda, de dizer “estou triste, com problemas, sem forças” e encontrar em outros catequistas, a coragem de ressurgir e quem saber prosseguir.
O amor puro, de um filho para uma mãe, a percepção clara e íntima de que algo não está bem, a palavra certa e rápida como forma de ânimo, a pureza de uma criança em querer ajudar, animar, levantar, reerguer quem ela mais ama. É desse exemplo que precisamos para animar quem está para baixo, e manter empolgado quem ainda caminha empolgado com a missão.
Talvez, o que falta, não sejam cursos demasiados, formações demoradas, palestras, encontros, livros disso ou daquilo, teses e mais teses que instruem para este ou aquele método. O que falta é afeto, um momento de encontro, de olho no olho, de prece, de oportunidade para dizer e ouvir “eu te amo, e estou aqui ao seu lado para o que der e vier”.
Temos a fartura de boas intenções, projetos e desejos pela catequese e, ao mesmo tempo, a miséria de relações compromissadas e duradouras que deveriam guiar qualquer ação que tenha como pano de fundo, o projeto de Jesus Cristo.

* Por Alberto Meneguzzi


http://www.albertomeneguzzi.blog.uol.com.br/

CATEQUESE IMPORTANTE

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Expliquei ao jornalista o que entendo por catequese cristã. É a certeza de que Deus se importa conosco e de que devemos nos importar com a sua obra.
Um cristão só se torna importante quando se importa e quando abre a porta que dá para o mundo. Não se fecha, abre-se. Não se isola: participa. Não se deixa encurralar e sitiar e também não sitia nem encurrala. Dialoga e importa-se. Não crucifica, descrucifica!
Uma Igreja que se importa com o casal, com as crianças, com os jovens, com os adolescentes, com os anciãos, com os pobres e com o futuro do seu povo torna-se uma igreja importante: importante porque se importa!
Igrejas tornam-se interessantes quando se interessam e se mostram interessadas na sorte dos mais sofridos. Só pode falar de eternidade uma Igreja que tem tempo para quem precisa de seu tempo.
O repórter disse que gostava dos meus trocadilhos. Sorri e disse-lhe que brinquei com as palavras, mas não com a catequese. O cerne da questão é exatamente esse: interessar-se, importar-se, tentar entender e compreender, saber ler os sinais dos tempos. Isto, só se consegue quando se tem um coração atento e atencioso.
Ele agradeceu pela entrevista. Eu agradeci pela oportunidade que me dava de falar a milhares de pessoas. Emprestou-me a sua cultura de repórter, homem que busca a notícia e emprestei-lhe a minha cultura de sacerdote, homem que a analisa. Ele se importa e eu também. De certa forma, somos pessoas importantes. Importamo-nos!


Pipoca

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Uma lembrancinha interessante para o grupo de catequistas ou mesmo pro grupo de catequizandos (a depender da idade) é um saquinho de pipoca.

O saquinho por si só, não revela muita coisa, mas quando refletimos na transformação do milho e na beleza quando este passa ao fogo, temos ai uma bela mensagem que pode inclusive fazer um link com a Páscoa.

Em cada saquinho pode-se colar o texto a seguir:
O milho para se tornar pipoca passa por três fases:
plantio, secura e fogo, até se tornar uma pipoca linda!
Seja você também como o milho:
passe pelo fogo do amor de Deus, transforme-se e dê alegrias
à sua comunidade e aos seus catequizados.
Encontro de Formação de Catequistas
Paróquia Nossa Srª do Perpétuo Socorro


Ou ainda se o grupo preferir e puder, ler ou imprimir para cada participante o texto a seguir, de autoria do querido Rubem Alves:




MILHO DE PIPOCA


O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.


Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.


Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.


Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.


Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.


Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.


"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.


Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.


Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.


Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.


Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.


Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.


Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira..."Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.
Rubem Alves: tudo sobre sua vida e sua obra em "
Biografias".

I RETIRO MARIANO

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Em 2009 a Catequese em nossa Paróquia viveu o I Retiro Mariano, após a semana de formação (segunda a sexta) que deu abertura aos serviços da nossa Pastoral.


Durante a semana inteira preparamos os catequistas para viverem esse momento, ressaltando sempre a importância do silêncio, já que muitas vezes nossos retiros pareciam mais uma formação e o barulho era intenso.


Era nosso objetivo também, fazer com que os catequistas se sentissem mais próximos da nossa mãezinha, primeira catequista, e por isso mesmo durante o retiro fomos apresentando alguns dos seus títulos.


O retiro aconteceu no domingo, logo depois da semana de formação (em fevereiro de 2009) e embora eu não tenha participado (devido a uma crise de labirintite) pude perceber o quanto foi importante. Diversos catequistas ao me encontrar diziam: Nossa, quando eu penso que vocês não tem mais o que inventar, vocês nos surpreendem... Foi maravilhoso... Vivi realmente este retiro!


Pela avaliação nas comunidades, posteriormente, todos que compareceram (mais de 80 pessoas) avaliaram o retiro como excelente e pediram mais. Por isso, hoje lembrei e decidi partilhar com vocês o roteiro, para que vocês também possam ter uma luz e adaptá-lo a sua realidade e necessidade.

Agradeço em especial, as minhas companheiras Alcione e Silvana que junto comigo, sonharam, idealizaram, trabalharam e suaram pra que esse retiro acontecesse. Muito obrigada meninas!
A todos e todas um fraterno abraço,
Clécia

I RETIRO MARIANO DA CATEQUESE

Tema: COM MARIA, A CAMINHO DO DISCIPULADO
ROTEIRO DO RETIRO


- Saída: 7:30 – Irmã Lucia conduz o primeiro mistério do terço e fala do título, Perpétuo Socorro
- Chegada: 8:00 – Maria* recebe seus filhos com o Menino Jesus nos braços ( um bebê), cantando “Mãezinha do Céu” e leva-os até a Capela

OBS: DEIXAR OBJETOS NA VARANDA, SOMENTE LEVAR A BÍBLIA E O TERÇO
- 08:30 – Adoração ao Santíssimo conduzida por Dona Maura
- 09:30 – 09:50 – Ida ao banheiro, individualmente
- 10:00 –10:50 - Lanche individual (frutas, pão, água e versículo para deserto dentro do pãozinho**)
- 11:00 – Maria toca um sino, todos se reúnem ao redor dela e rezam o segundo mistério, ela segue cantando ”Nossa Senhora Virgem do Silêncio” conduze-os a sala. – Falar de Guadalupe – Clécia
- 11:10 – Pregação com Dona Maura: Com Maria, a caminho do discipulado
- 12:00 – Maria vem pagá-los para o almoço, cantando “Mãe do céu morena” , Jesus (um homem, que de preferência não seja catequista) aparece e conduz o terceiro mistério antes do almoço. Rezar na árvore – Falar de N. Srª das Graças - Silvana
- Abençoa o alimento e todos almoçam em silêncio numa sala, no chão!
- 13:00 – Maria toca o sino – Coreografia do Acec – Música Mariana
- 13:30 – 4º Mistério – Falar de Fátima – Alcione.
- 5º Mistério – Falar de Aparecida - Liu
- 14 horas – Missa
- Lanche – bolos, biscoitos e suco
- Retorno – 15horas


OBS.:
*Foi imprescindível a ajuda de Liu (uma moça que canta na Igreja, ela teve a hora de "ser" Nossa Senhora) e a cada momento havia uma música mariana para entoar.


** O deserto foi bem diferente, ao servir o lanche já deixamos os pratinhos prontos (como falamos, treinamos o silêncio e falamos o menos possível) em cada pratinho havia frutas, biscoito e um pãozinho,nesse paõzinho havia dentro um rolinho de papel com as intruções para o deserto, conforme exemplo:
"Você vai comer o alimento que o corpo precisa para funcionar bem, mas também se alimentará da palavra de Deus, fonte de vida e salvação para seu espírito. A partir desse momento você entrará num deserto, deverá recolher-se num lugar que achar aconchegante onde sozinho(a), comerá do pão e se alimentará da palavra abaixo:
Gênesis 12, 1-9
Obs: esteja atento(a) ao som do sino."
Cada versículo foi diferente, e após o toque do sino, o grupo se reuniu para a partilha.

***O Retiro foi numa chácara ( O Lar Mariano ). Cada catequista colaborou com R$ 6,00, compramos os alimentos e demos uma contribuição às irmãs do Lar, contamos com doações de frutas o que diminuiu também os nossos custos.

*** Sinalizamos o fim do retiro para as 15h já prevendo os atrasos. O nosso objetivo era estarmos de volta até as 17h.

O ir e vir das crianças

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Com a volta às aulas, percebemos o movimento da criançada, a alegria de rever os amigos, exibir seus materiais novos, a expectativa dos novos professores, novo colégio, apreensivos ao novo.

No final do ano quando esses alunos entram de férias escolares, a catequese mesmo não tendo nada a ver com o ano civil, acabamos por entrar no mesmo ritmo. Paramos em dezembro, janeiro, julho, é um parar sem fim, quebras que acabam por esfriar o processo catequético. Nesse “para - para”, nós catequistas entramos num marasmo espiritual, muitos nem retornam.

Mas é chegada a hora de despertar, as crianças já estão nas ruas, indo e vindo, voltando pra catequese, como estão descansados, estão a todo vapor e esperam encontrar o catequista com a bateria recarregada.

É o momento de acolher, de dar e receber carinho, de amar com amor incondicional, gratuito que só as crianças sabem dar, essa é a maior lição que tiramos deles, acredito que muitos catequistas se mantém na catequese justamente por isso, pelo amor que recebem ali.

Deixemos que venham as crianças curiosas, os adolescentes com suas indagações, os jovens com sua sede e não as impeçais, pois muitos serão os futuros catequistas, descobrirão sua vocação através de seu ardor, de seu jeito de ser catequista, através de seu testemunho, na maneira com que se transmite o amor de Deus.

Ame-os com força total, com paixão! E não se esqueça do protagonista do trabalho catequético, “JESUS”, o Espírito Santo... Reze, entregue, pois eles estão chegando, muitos retornando.

Vamos lá atletas de Cristo, é hora de suar a camisa!!
Vamos à ação, pois cristão sem ação, vira bolha de sabão e rapidinho estoura e se dissipa no ar...

Que Deus, abençoe nosso retorno, que seja um ano de graça pra todos nós, abençoe esse “ir e vir de nossas crianças”, nossos catequizandos, nossas famílias.


Imaculada Cintra

Imaculada é catequista em Franca/SP. Ela está com um novo blog, vale a pena conferir: http://www.imaculadacintra.blogspot.com/

Xote dos catequistas

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Achei essa música no blog http://catequesehoje.spaceblog.com.br/ .
O ritmo é o Xote ecológico de Luiz Gonzaga.


Agora é só cantar, dançar e evangelizar!


Não posso mais deixar de catequisar
um dia fui chamado a evangelizar
são tantos desafios não posso fraquejar
Jesus está presente e força vai nos dar.(bis)

Você que foi chamado não deixe de ir
tem que seguir em frente não vai desistir
pegue sua bíblia vamos reunir
o povo de Deus pra Jesus seguir.(2x)

Autor desconhecido

A criação - Vamos pintar?

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Querem mais? visitem nosso álbum do Picasa http://picasaweb.google.com/catequese.caminhando


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