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"Eu sou o Bom Pastor"

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A forte afirmação de Jesus “Eu sou o Bom Pastor” tem um pano de fundo na história do povo de Israel, contida nas Sagradas escrituras e, por isso, possui forte significado no contexto em que ela foi proferida. Também ela é retomada no Novo Testamento, afirmando-a, como encontramos, por exemplo, em Hb 13, 20: “O Deus da paz, que tirou da morte o grande pastor do rebanho, o Senhor nosso Jesus [...]”, e também em Pd 5, 4: “Quando se revelar o Pastor supremo [...]”.


O discurso de Jesus é similar ao que se encontra em Ez 34, que apresenta a imagem dos Pastores em Israel. Deus “se mostra indignado” com o tratamento dado às suas ovelhas, percebendo-as dispersas, sem cuidado. O mais importante, porém, é a promessa feita por Deus que se realiza em Jesus Cristo: “Assim diz o Senhor: Eu em pessoa buscarei minhas ovelhas seguindo seu rastro. Como pastor segue o rastro de seu rebanho quando as ovelhas se dispersam [...]” (Ez 34, 12).


As ovelhas que estavam ser pastor (cf Mc 6 14 – 29) encontraram segurança, alimento, proteção, cumprimento da promessa, em Jesus. Mas, podemos levantar questionamentos: O pastoreio de Jesus é continuado? A quem se designou esse ofício, após morte, ressurreição e ascensão do Senhor? Aqui se encontra a fundamentação para o que a Igreja chama de Ação Pastoral.


A continuidade da missão de Jesus se dá nos seus Apóstolos. O contexto que o Marcos apresenta é bastante interessante para tal compreensão. Em termos de números, os seguidores de Cristo cresciam consideravelmente e, em determinado momento, sentiu-se a necessidade material do pão: “Os discípulos foram dizer-lhe: o lugar é despovoado e a hora avançada; despede-os, para que vão aos campos e às aldeias dos arredores para comprar o que comer” (Mc 6, 35 – 36). A pronta resposta de Jesus revela os desígnios de Deus para a Igreja: “Dai-lhes vos mesmos de comer” (Mc 6, 37).


Podemos identificar aqui uma crescente compreensão: Deus, que fala ao povo prometendo que “Ele mesmo” cuidará das ovelhas, cumpre a sua Palavra, se encarna, vive no meio da humanidade, “as ovelhas” o reconhecem e, por isso, procuram Jesus insaciavelmente, e, Cristo, acompanhado dos seus arremata “Vós mesmos”.


A ação pastoral da Igreja, se pode dizer, em termos simples, mas acertados e profundos, é o cuidado de Deus com os homens, através da missão dessa mesma Igreja, através dos Apóstolos e, claro, de toda a Igreja. No prefácio dos Apóstolos, recitado na liturgia, reza-se: “Pastor eterno, não abandonais o rebanho, mas o guardais constantemente pela proteção dos Apóstolos. E assim a Igreja é conduzida pelos mesmos pastores que pusestes à sua frente como representantes de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso”.


Como missão de toda a Igreja, o pastoreio de Cristo se dá através do testemunho de fé que os membros da mesma apresenta. A Gaudium et Spes diz que a Igreja comunica ao mundo a vida divina, mas também “irradia a sua luz, de certo modo, refletida no mundo inteiro, principalmente porque restabelece e eleva a dignidade da pessoa humana, fortalece a coesão da sociedade humana e reveste de sentido mais profundo e de significação a atividade cotidiana dos homens. Deste modo, através de cada um de seus membros e de toda a sua comunidade, a Igreja acredita poder ajudar muito a tornar mais humana a família dos homens e sua história” (GS, 323).


É o cuidado de Deus na humanidade. O povo continua sedento, e a fome do mundo é cada vez mais complexa e desafiadora: diz respeito ao pão material, mas, sobretudo, ao pão da dignidade, do AMOR. A Igreja é convocada a dar continuidade, pois, nela se encontra também o cumprimento da palavra de Jeremias “Dar-vos-ei Pastores segundo o meu coração” (Jr 3, 15).

Flávio Porto



História quase real de um domingo pela manhã *

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 - Menina acorda, já são 6 h! – Gritou a mãe na porta do quarto.
Com esse potente despertador, a menina acordou, tomou banho se aprontou. Era um dia esperado. Na Arquidiocese de Feira de Santana aconteceria a I Caminhada do Perdão, dentro das comemorações do Jubileu de Ouro dessa Igreja e de sua reflexão quaresmal.
 - Tome café! Faça um desjejum! Coma uma fruta! – Aconselhava a mãe imperativamente.
 - Não mainha, é minha penitencia, será uma manha a base apenas de oração e água. - Respondeu a menina firmemente.
 - Tá bom, então, vá com Deus. Cuidado com o transito e não fique na rua após acabar! – Abençoava e aconselhava a mãe.
Assim a menina saíu, rumo a Igreja Santo Antônio dos Frades Capuchinhos onde se encontraram com aproximadamente 20 mil pessoas de diversas paróquias de toda aquela Arquidiocese. Dali começava a Caminhada.
Na oportunidade, a menina reencontrou antigos e novos amigos, e juntos como irmãos, manifestaram a fé por meio de cantos religiosos, orações e meditaram junto com as reflexões sobre diversos temas relacionados à fé cristã, à Igreja e à sociedade e, principalmente à Campanha da Fraternidade deste ano promovida pela CNBB, que reflete sobre a saúde pública em nosso país.
Também, em alguns momentos de parada durante a caminhada, meditaram sobre o perdão nas dimensões pessoal, espiritual, interpessoal, eclesial e social.
A admiração e a fé eram tamanhas por parte dos ali presentes, que a menina orante não viu o tempo passar. Pode se confessar, pois todos os sacerdotes estavam devidamente paramentados, e dentre tudo, conseguiu entrar em comunhão com Deus e o próximo. E carregou a cruz, de forma literal e espiritual. Rezou pelos ausentes, doentes, parentes, amigos e inimigos.
 - Ufa, esta quase chegando, só mais essa ladeirinha e pronto! – Admirava-se a menina ao se deparar com a ladeira rumo a Paróquia do Senhor do Bonfim, afinal já era quase meio-dia e o calor aproximava-se dos 35ºC (sensação térmica).
No final da ladeira, uma melhor visão não poderia: A Celebração da Eucaristia participada por todos aqueles caminhantes rodeados de frondosas árvores. Ali meditou, orou, ofertou-se e comungou. E ao final da celebração, recebeu um gesto gratuito e generoso, com o aspecto de um abraço e sabor do aconchego de Jesus Misericordioso. 
Era hora de ir embora e ela nem queria mais. Estava tudo tão divinamente bom, que ela já conta dos dias para a próxima Caminhada do perdão. Também ela resolveu: Ali não acabava a Caminhada... Iria continuar os propósitos daquele trajeto de domingo nos outros dias do ano, nos outros tempos litúrgicos, em toda a sua vida.

Por Sandra Avelino
           &
Flávio Porto

Twitter - @portoflavio


Texto inspirado na I Caminhada do Perdão, que aconteceu dia 04 de março de 2012 na Arquidiocese de Feira de Santana.
* Qualquer semelhança com a realidade não será mera coincidência. 

Uma sugestão “não-tão-inovadora”!!!

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Entre aspas, esse título!

Explico-me: o que quero conversar com os meus amigos catequistas internautas e propor, com absoluta certeza é “chover no molhado”.  Já imagino a cara de cada um (a), indignada e dizendo: “grande novidade a dele”... rsrsrsrs... Mas, acima de tudo, a proposta maior é de reflexão, e talvez aqui, alguns já se distraíram dessa realidade. Então é isso:

VAMOS INCENTIVAR AS NOSSAS CRIANÇAS A FAZER PRESÉPIOS!

Tá vendo?!? Nada novo!

Mas quero partilhar algo que talvez justifique esse comentário.

Há alguns dias, aqui em Feira de Santana, participei de uma exposição de presépios, realizada por alunos dos colégios da cidade. A reflexão do Padre, no momento de celebração da luz, que abriu as atividades da noite, foi bastante pertinente, e confirmou o desejo de escrever algo sobre isso aqui. Dizia a respeito das ornamentações do Shopping que foram bem preparadas e esplendorosas, mas que não continham nada do sentido do Natal Cristão, que nós celebramos.

Penso que em todas as outras realidades também estão assim: as lojas, os anúncios, os espaços... Tudo está em torno das ofertas e das perspectivas de lucro que o comércio traz. As emissoras anunciam os especiais de fim de ano, cheios de histórias de duendes, bruxinhas, encantos, “trapalhadas”, etc. E o que mais possamos pensar segue a mesma linha.

Estão errados?!? Não quero entrar no mérito da questão, mas quero aproveitar isso como ponto de partida para dizer que também estamos deixando as nossas bonitas visões de Natal se dissolverem nesse mundo de luzes artificiais.

Uma comparação para ilustrar: veja hoje nas redes sociais aquelas postagens engraçadas que mostram um monte de coisas dos anos 80 e 90 (super-heróis, brinquedos, músicas, artistas, costumes) e depois sugerem “se você lembra é só compartilhar”. Eu mesmo dou muita risada porque me recordo de muitas coisas da minha infância (e isso não é uma confissão de que sou velho... rsrs).
Sabia que muitas crianças e adolescentes não conhecem essas coisas? E quando aparece algo do tipo, imagino que ficam sem saber o sentido da brincadeira.

Pois, bem!

Que triste seria se perguntássemos para as nossas crianças sobre a história do nascimento de Jesus e elas desconhecessem totalmente; Se o presépio, linda tradição, fosse esquecido e tirado do meio dos bons costumes da época do Natal; Se afastássemos o mais distante possível da festa de amor e da grande ação de Deus para a humanidade; Com certeza o mundo ficaria menos iluminado no Natal, mesmo com tantos piscas-piscas acessos. Uma das professoras que ajudou no evento comentava que muitos dos alunos quando foi dada a proposta já não sabiam do que se tratava montar um presépio.

Nessa mesma noite, na exposição de presépios, um coral de crianças se apresentou e presenteou a todos com um momento emocionante e inesquecível. Entendi, um pouco mais, porque Jesus pediu que as criançinhas fossem a ele...

As crianças sabem falar de Jesus!
Elas sabem falar do Menino Jesus!
O coração de criança bate no ritmo do coração do Deus menino!

Mas sei que, para aquelas crianças do coral e outras, foi importante alguém contar para elas a história do Natal. Assim, foi para muitos de nós: temos lindas histórias do Natal, da família reunida para arrumar o presépio, dos preparativos para o dia, da espera daqueles que estão distantes e vão chegar... Alguém nos contou, celebrou, preparou. E sabemos o quanto ficou marcado em nosso coração.

Aqui, respondendo sobre as emissoras de televisão e comércio: elas estão fazendo a sua parte! Divulgam e se esforçam por aquilo que acreditam.

Devemos, portanto, cultivar em nossas crianças o sentido cristão do Natal. Oferecer a imagem do Deus que se encarnou e veio habitar entre nós (E ESSA É A MAIOR NOVIDADE QUE NÃO PODEMOS PERDER DE VISTA). Mostrar que a felicidade não está na contemplação do colorido atrativo das lojas, mas, sim, na simplicidade de um presépio. Isso nós podemos fazer!

Incentivemos as crianças a fazer o presépio, repito. Façamos em nossas famílias, escolas, encontros de catequese, comunidades (Já estamos montando o nosso presépio no Seminário!!! Depois mandarei a foto de como ficou!)... Preparemos com alegria e expectativa o Menino Deus que vai chegar!

Um abraço,
Bom advento! “Bom presépio”!

Ah, que tal mandarmos fotos dos nossos presépios para o blog? Que acham?

Flávio Porto
@portoflavio

Olha a foto!!!

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Uma das invenções que mais sou encantado, mesmo que se enumerem centenas que são mais espetaculares e complexas, é a máquina fotográfica.

Como uma caixinha tão pequenininha e invocada joga para dentro de si uma paisagem, dar um stop na ação e aquele dado momento fica guardado para sempre? Tá, eu sei que a pergunta é inocente e que qualquer site de buscas pode me dar uma resposta ao meu alcance de entendimento. Mesmo assim, o meu fascínio continuará.

Eu gosto muito de fotografias! Muito mesmo!

As minhas têm a capacidade (entre aspas) de dar um F5 em momentos que foram fortes e que geraram sentimentos inesquecíveis. A imagem atualiza o sentimento no coração. Olho para as expressões e quase posso ouvir as vozes daqueles momentos agora estáticos no papel.

Ao mesmo tempo, quero questionar esse maravilhoso poder da máquina fotográfica e das possibilidades que uma foto oferece, muito mais por causa de uma pecinha que fica manuseando a máquina: Nós, os utilizadores.

O primeiro motivo é que estamos substituindo a “gostosura” das experiências pela “belezura” das imagens.

Lembro-me aqui de um momento engraçado: estávamos todos lá; Sexta-feira da Paixão; Campo de futebol lotado; Depois de um dia de oração e penitência na Igreja, os jovens encenavam a Paixão de Cristo para o bairro; Tornava-se um forte momento de evangelização e vivência da Semana Santa. Ele já estava na cruz; Tinha dialogado com os ladrões; Bebido vinagre... A trilha sonora dava um tom dramático à cena. O público não piscava; E entre um gemido e outro, Jesus volta-se para o lado e com a boca quase fechada sussurra para a equipe de apoio da apresentação: - A fotooooo!!!!

“Hã... Não seria a parte da entrega do Espírito?!?” deve ser a sua pergunta e foi a nossa também. Ela ficou presente por um bom tempo em nossas resenhas de grupo.

Contei isso para dizer algo. Podemos comprometer um momento tão especial pela necessidade de um registro do mesmo. No caso do nosso Jesus não aconteceu, pela esperteza e discrição do nosso colega e outros fatores que passasse despercebido (menos para nós, é claro).

Mas em outros momentos, na sua maioria, não acontece assim. E aqui cheguei onde queria: as nossas ações litúrgicas e celebrativas. Quer ver?!?

É só pensarmos nos pais e padrinhos pousando para as fotos nos momentos das orações e explicações do rito do batismo (tão profundas), sem nenhuma atenção devida; Nos adolescentes em sua primeira comunhão, na hora de receber a Eucaristia, parados com a boca aberta, mas com os olhos lá no fotógrafo, buscando o melhor ângulo; Nos noivos desajeitados que têm que colocar a aliança, falar certinho as palavras, administrar o nervoso e, acima de tudo, serem simpáticos para as lentes; Em nós quando voltamos de algum lugar e não sabemos expressar as experiências porque só temos para mostrar só as fotos...

E, principalmente, na absurda deselegância dos fotógrafos que se tornam um show à parte nas celebrações. Oficiais ou não (porque com um celular todo mundo virou fotógrafo), conseguem cumprir o “custe o que custar”pela imagem, atrapalhando a visão, invadindo espaços, quebrando ritmos litúrgicos, roubando a atenção das pessoas.

Há alguns dias, acompanhei a luta de um padre (para ser dramático) com um batalhão de gente, antes de iniciar a sua homilia. Ele queria que as pessoas se sentassem e prestassem atenção ao que iria ser dito e “no final da missa poderiam tirar uma foto” (promessa dele). Minha gente, era luta mesmo. Sem exageros, acho que ele usou mais de 10 minutos para convencer as pessoas. E um dos seus argumentos eu “fotografei” em minha mente: “A foto mais importante que vocês devem levar daqui é a de Cristo e essa só pode ser tirada pelo coração”, disse o sensato e quase aborrecido padre.

Essa maravilhosa invenção está comprometendo as nossas celebrações litúrgicas. Elas estão lá no computador, todas digitalizadas, porém, tão menos vivenciadas.

Antes que alguém desista de ler todo o comentário, quero lembrar que sou apaixonado por fotos e vejo nelas uma validade tão grande. A pergunta é: o que pode ser feito para as “gafes litúrgicas fotográficas” não roubem a cena da foto principal?!? Aqui vem a minha primeira comunhão e minha crisma... Olho para as poucas fotos que tenho (não tínhamos máquina digital e o pouco dinheiro não permitia um book), e tenho a gostosa lembrança das celebrações... do friozinho na barriga quando chegou perto da comunhão, ou de quando o bispo foi ungir minha testa, dos seus olhos grandes me olhando e exortando à vida cristã, da Igreja cheia de flores... Fotos que estão dentro de mim e que não se apagarão.  Mesmo que as esqueço, as suas marcas serão pra sempre. É claro que, se eu pudesse ter uma foto melhorzinha seria bom, porque as minhas são tão “feinhas” (brincadeirinha).

Demais dizer que é um desafio a ser pensado?!? Acho que não!

Para os catequistas pode ser também de conscientização nos momentos que antecedem as celebrações. Podemos ajudar pais e padrinhos, catequisandos, a viverem uma saborosa experiência com os sacramentos. Ah, e os fotógrafos também a prestarem um serviço discreto e eficaz.

Sei que muita coisa pode ser feita, mexendo primeiramente no processador... não das máquinas, mas, sim, das pessoas. Trabalhar a consciência!!! Difícil tarefa? Talvez! Mas, pela gostosura da vida bem celebrada, vale a pena!

Flávio Porto
Blog - http://fsporto.blogspot.com
Twitter - @portoflavio

Pedido e Agradecimento de Criança

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Quero contar a você um testemunho de uma catequista que ouvi já há algum tempo, mas que, quando lembro-me, de alguma forma, faço uma oração no fundo do coração, ou se quer, tento fazê-lo, mesmo sabendo da minha incapacidade de chegar à pureza que vou relatar.

Ela me falou de uma rica experiência que viveu com o grupo de crianças na Catequese em um momento de oração. Incentivados por ela, as crianças diziam "o que queriam" a Deus, como forma de oração. Surpreenderam e destaco aqui duas delas. Um agradecimento e um pedido...

- Quero agradecer porque hoje, lá em casa, tivemos almoço!

- Quero pedir a Deus que cuide do papai porque ele tá muito nervoso com os problemas lá no posto de gasolina dele!

Mesmo grupo. Duas crianças. Realidades diferentes...

É... Hum... Então... Pois...
...
...
"Amém"!
Amém às duas!

Flávio Porto
Blog - http://fsporto.blogspot.com
Twitter - @portoflavio

Dia 12 chegou!!!!!!!!!!!!!!

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A sua proximidade me faz tentar justificar a empolgação na afirmação acima. As comemorações dizem que é um dia especial.

Sim! Um dia muito especial: Para nós católicos, é uma data de grande devoção, pois nela celebramos a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Além disso, comemora-se o dia das crianças. Para os mais desavisados dessas informações, 12 de outubro de 2011, será um “feriadão no meio de semana que já anuncia o fim de semana”. Aqui, são três “exclamações” dadas à data. Outras podem surgir!

Tantas são as motivações para ela: temos as ofertas e promoções de brinquedos, roupas e diversão para as crianças, nas redes sociais todos trocam sua imagem por um desenho animado, protestando contra o abuso infantil, nas cidades diversas festas, nas Igrejas, Santuários têm as grandes peregrinações e novenas... E tantas outras que podem ser lembradas.

Como comentário para esse dia (mais que isso, quero fazer um voto), penso em partilhar uma lembrança gostosa... Um refrão bastante conhecido, hoje, tão menos cantado na TV: “Criança feliz, feliz a cantar. Alegre a embalar seu sonho infantil. Ó, meu Bom Jesus, que a todos conduz, olhai as crianças do nosso Brasil”.

Cantei, quando criança. Cantei com as crianças nas celebrações. E quero “cantar” com você, catequista, aqui em nosso blog. Estamos pedindo algo muito precioso: O olhar de Jesus, que “a todos conduz”, para as nossas crianças. É o que precisamos. De nossa parte, não podemos esquecer e nem se cansar de dizer para as crianças que elas são olhadas por Jesus. Sabe... penso que é o maior presente que pode ser dado.

Hum... Sobre o feriado. Que ele seja vivenciado em paz e harmonia. Que o dia 12 também seja o dia da família (não como data cívica), mas no sentido da reunião, da festa, do “macarrão com frango e guaraná”, da mãe ansiosa no portão esperando “os meninos” pra almoçar (um de 30, outro de 36, outra de 29 e outro de 43... mas sempre “os meninos”), do jovem casal que vai ter um dia inteiro para ficar olhando o (a) filhinho (a) recém-nascido (a), os três ali quietinhos e não precisa de mais nada, da vó gritando nervosa com seus 17 netos no fim de tarde (“querendo rezar o terço, mas o barulho não deixa”), das “muitas coisas do meu tempo de criança” que hoje não fazem tanto sentido, até mesmo para os pequenos.

E, em tudo isso, não deixemos de ir à casa da Mãe Aparecida!!! Que ela interceda por nosso Brasil, as crianças, as famílias. Ah, mais uma dica de presente: não deixe de dizer às crianças que temos uma Mãe no céu que olha por nós, junto com Jesus.

Feliz dia 12 de Outubro pra todo mundo!

Flávio Porto

@portoflavio

HTTP://fsporto.blogspot.com


Falando sobre/com os jovens “1” – A paródia

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Queridos (as) amigos (as) catequistas.

Quero propor uma trilogia: “Falando sobre/com os jovens”.

Penso que alguns toparam a desafiadora tarefa da catequese para a Juventude. Entre tantos os desafios desse trabalho, encontrar uma linguagem adequada e eficaz sem que o conteúdo principal (a EXPERIÊNCIA COM JESUS CRISTO) é a grande questão que você (também eu) pode ter.

Adianto-me que não apresentarei soluções. Não! Também as busco. Fico aqui, somente, como um provocador de diálogo, e, na medida do possível, em nossa trilogia (quem sabe pode até aumentar), darei umas dicas. Então, pode ser?!? Vamos falar sobre isso?

Pra começar... A paródia!

Quem se lembra da canção de Pe. Zezinho “Amar como Jesus amou”?!? Há algum tempo ela vem sendo cantada e não perde a sua força evangelizadora.

Bom... No exercício da criatividade (que o Pe. Zezinho me perdoe), pensei naquela “criança que o parou e perguntou o que era preciso para ser feliz”.

Pois... O tempo se passou e enxerguei que essa mesma criança se tornou jovem. É possível fazer uma releitura daquela linda cena cantada por Pe. Zezinho?!?

Um dia um jovem me adicionou,

Olhou-me na web cam a sorrir.

Mouse e celular em suas mãos,

Trabalho da “facul” pra imprimir.

E perguntou no meio de um emotion:

“O QUE É PRECISO PARA SER FELIZ?!?”

Amar como Jesus amou.

Sonhar como Jesus pensou.

Pensar como Jesus pensou.

Viver como Jesus viveu.

Sentir o que Jesus sentia.

Sorrir como Jesus sorria

E ao chegar ao fim do dia sei que dormiria muito mais feliz.

Ouvindo o que teclei ele me olhou,

Então “curtiu” o que falei.

Pediu que retweetasse, por favor.

Mas não dissesse tudo de uma vez.

E perguntou no meio de um emotion:

“O QUE É PRECISO PARA SER FELIZ?!?”

Depois que terminei de repetir,

Seus olhos não saiam do seu “note”.

Mandei-lhe um convite para seguir.

Pediu que o que repeti não fosse vírus.

Então, ele fez um download demorado,

E no MSN, foi teclando assim...

Tá. Eu sei que a tentativa não foi a das melhores e, recomendo ficarem com a belíssima versão original. Essa agora está comprometida com uma métrica mal feita, versos desencontrados e, talvez, falta de criatividade. Mas não me importo.

Queria somente, brincando um pouco, dizer que hoje encontrar uma linguagem para falar com os jovens, tem que passar pelo seu universo. Temos algumas pistas aqui: Tecnologia, comunicação, faculdade, pressa... Hum, vamos falar mais sobre isso.

Só para um detalhe quero chamar a atenção: Não quis mexer na pergunta “O que é preciso para ser feliz?”. E muito menos na resposta à mesma. Essas não mudaram!!! “Valores eternos em tempos modernos”. A pergunta ainda é a mesma. A resposta, Pe. Zezinho, você, eu e quem fez a experiência com Jesus, sabemos. Agora, é só “compartilhar”.

Até a próxima,

Flávio Porto

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Catequista Bom é...

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O que é óbvio não deixa ser importante! Por isso, por mais que seja previsível “falar da Bíblia no mês da Bíblia”, eu o farei, começando com um arremate sem delongas: Catequista bom é aquele que se utiliza da Palavra de Deus!

A afirmação se dá em duas perspectivas: Por um lado o catequista é um amante da Palavra de Deus, não deixa de ler o seu conteúdo e, mais que isso, busca vivê-la em todos os momentos de sua vida, tornando-se um grande testemunho de fé. Por outro lado, e como conseqüência do primeiro aspecto, o catequista bom é aquele que reconhece que a “fonte na qual a catequese busca a sua mensagem é a Palavra de Deus.” (Diretório Nacional de Catequese, 106)

Assim, quero lembrar de minha amada catequista, Dona Arailde. Quando eu era pequeno, catequisando preparando para a 1ª Comunhão (Vale a pena dizer que não faz tanto tempo assim, antes que alguém faça alguma brincadeirinha... rsrsrs...) lá estava ela, todos os sábados, com seus óculos grandes, material da catequese nas mãos e a Bíblia, aquele livro “mais gordo”, com capa marrom-escuro, fechada com zíper, sempre chamando atenção. Nós, com a nossa Bíblia, capa vermelha, “bem magrinha”, letras grandes e desenhos coloridos. A Palavra de Deus era presença em nossa catequese.

Em outros momentos, quando Dona Arailde em seus compromissos outros na paróquia, a Bíblia era companheira também. Nela, em seu jeito de acolher, falar, em sua simplicidade e grandeza de alma, na confiança em momentos desafiadores, na retidão de sua família... Enfim, enfim posso dizer que aquele “livro gordo, marrom e bonito” era mais que isso... É vivência!

Dona Arailde era (é) uma boa catequista!!!

Com absoluta certeza, não vou me dispensar em perguntar: E você?!?

Bom... A reflexão é pessoal! Mas, independentemente da resposta, quero convidar-te para o “ainda mais”. Se a Palavra de Deus é realidade em tua vida de catequista, nessas duas formas, “Glória a Deus”, mas, “ainda mais”.

Vale para a catequese com as crianças e, claro, com adultos também.

Mais uma dica boa: Prepare bem os encontros com a Palavra de Deus. O DNC reconhece, “as pequenas comunidades e grupos são criativos: trabalham o texto com cartazes, cantos, encenações, ditados populares, contam a sua vida junto com a lembrança das experiências que o texto bíblico registrar; sentem a Bíblia como algo familiar, capaz de alimentar a fé, dar esperança, iluminar as alegrias, problemas e escolhas do cotidiano.” (DNC, 112)

Sei que muita coisa já está surgindo aí na mente. Vá em frente! Descobrimos, “ainda mais”, o grande tesouro que é a Palavra de Deus. Ela se tornará o MAIOR presente que podes dar aos catequisandos, de tal forma que os marcará para sempre (como foi para mim).

Encerro nosso papo com a própria Palavra de Deus (claro que não iria “pagar o mico” de não utilizá-la aqui): ”Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificando para toda boa obra.” (II Tm 3,16)

Paz e Alegria,

Flávio Porto.

http://fsporto.blogspot.com

@portoflavio


Vocação e Catequese

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Meus amigos


Temos agora alguns contribuintes com a Palavra para a Catequese. Conseguimos conquistar alguns colunistas. Começamos hoje com um muito especial: Flávio Porto.
Flávio é seminarista da Arquidiocese de Vitória da Conquista, atualmente morando no Seminário Maior Santana Mestra, em Feira de Santana - Ba. Ele é autor da música hino do Ano Catequetico: Catequese Caminho para o discipulado e de muitas outras.



Flávio, ficamos muito feliz com o seu SIM e esperamos ter sempre novidades suas aqui no blog. Espaço que tambem é seu. Seja bem vindo ao nosso meio.



Saboreiem agora o belissimo texto que ele nos oferece.



Em minhas primeiras palavras para o “Catequese caminhando”, quero dizer de duas coisas que vêem ao coração e, em certa medida, correlacioná-las: A primeira foi da boa lembrança que o nome do blog me fez ter: Em 2009, vivenciamos o Ano Catequético que refletiu a catequese como “caminho para o discipulado”. A segunda é a respeito desse tempo propício de rezarmos pelas vocações, vendo-me também como discípulo missionário... vocacionado!


Quando escutamos relatos de pessoas que ouviram o convite de Deus e abraçaram seu caminho de discipulado, dentro da vocação em que foram chamadas, podemos traçar alguns paralelos com os passos dados no caminho de Emaús. É bom avisar aqui que não tenho pretensões grandes... Tornar-se uma partilha até da minha própria experiência vocacional.


Identificamos nas histórias vocacionais o período em que o caminho para o jovem é incerto, confuso e, até mesmo, dolorido, devido à cegueira ou visão turva que não permite enxergar claramente o Mestre. É a fase dos grandes questionamentos... ou da ausência de todos!


Mas também, é quando Jesus se põe junto no caminho: O coração arde, reage às palavras Dele, busca esclarecimentos... É o encontro com os ensinamentos desse Companheiro, Amigo que caminha lado a lado e, de alguma forma, faz com o que é tão obscuro se torne mais claro. E assim, o caminho percorrido com a presença do Senhor nos faz convidá-lo a permanecer: “Fica, Senhor, conosco”.


Chega o tempo da partilha, do sentar-se à mesa. Para o (a) jovem vocacionado (a), é tempo de viver um profundo contato com a vida eclesial, de conhecer de perto a realidade que o interpela e, veja que bonito, abrir os olhos diante do partir o pão: “o pão partilhado provoca a mais importante descoberta para as pessoas que trilham o caminho de Jesus: ele ressuscitou! Ele está vivo no meio de nós!” (OROFINO, Francisco. O lento processo de abrir os olhos. Revista Vida Pastoral. São Paulo, v. 50, n. 264, jan.fev. 2009, p. 30 - 34).


Os discípulos de Émaus são chamados também nesse momento. Chamados a serem anunciadores da maior notícia que a humanidade pudesse receber: Ele está vivo! “Ao receberem o pão partilhado, perderam o medo de Jerusalém, da cruz, da perseguição e da morte. Acolheram uma realidade profunda, misteriosa e transformadora que os fez renascer e lhes deu coragem” .

Somos chamados a também testemunhar, espalhar, anunciar a boa nova que Cristo ressuscitou. Isso é missão. É vocação. É caminho para o discipulado.


A você, jovem, é dirigido o convite a trilhar o caminho de Émaus também e, assim, fazer uma caminhada vocacional de descobertas e respostas ao Senhor que chama e anda ao seu lado.


Por fim, aos catequistas, também quero me dirigir: vale lembrar que vocês são também sinais aos jovens na dimensão vocacional. Retomo, portanto, o Diretório Nacional de Catequese que diz que “a juventude é a fase das grandes decisões. Os jovens passam a assumir seu próprio destino e suas responsabilidades pessoais e sociais. Buscam o verdadeiro significado da vida, a solidariedade, o compromisso social e a experiência da fé, pois é sua característica ser altruísta e idealista”.


E, sobretudo, “A catequese como jovens, levando em conta seu protagonismo, realiza-se através de: [...] acompanhamento personalizado ao jovem, acentuando a dimensão espiritual ao projeto de vida, incluindo a dimensão vocacional; [...] Orientação vocacional em sentido amplo, que apresente possibilidades de engajamento na construção do Reino, dentro e fora da Igreja e a responsabilidade missionária no mundo”. (CNBB – CONFERÊNCIA NACIOANAL DOS BISPOS DO BRASIL. Diretório Nacional de Catequese. Brasilia: CNBB, 2006.).


Jovens, Catequistas, Animadores Vocacionais... Todos nós, Igreja: Trilhemos a estrada de Émaus e façamos dele caminho para o discipulado.



Um abraço,


@portoflavio
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