Revista eletrônica Sou Catequista
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Testemunhando
Há muitos anos atrás eu vivi um dos momentos mais difíceis da minha vida. E por que contar só agora? Porque senti a necessidade de testemunhar o amor de Deus para os demais e até para mim mesma, reavivando a certeza que Ele não nos abandona jamais.O sentido de Cristo Rei segundo São Paulo
Jornada Mundial da Juventude (uma linha do tempo)
Nos anos intermédios, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos nas dioceses. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. No dizer do Beato João Paulo II, "…a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo."
* Locais, datas e temas das JMJ
A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma e o tema escolhido foi "Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês" (1Pd 3, 15). A partir de de 1987 e depois, a cada dois anos ou três anos, como regra geral, a Jornada Mundial da Juventude foi celebrada em um determinado lugar do mundo.
Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, Argentina. O tema da JMJ foi "Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor" (1Jo 4, 16).
Um (01) milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do do Papa: "Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja." (…). Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela, na Galícia.
Em 1991, um total de 1 500 000 participantes estiveram na JMJ, no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa para juntos com o Papa meditarem o tema «Recebestes o espírito de filhos» (Rm 8,15) . Depois da queda do Muro de Berlim (1989), essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento eclesial de tamanha envergadura.
Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade de Denver, nos Estados Unidos, diante do impressionante cenário das Montanhas Rochosas. A VIII JMJ teve por tema «Eu vim para que teham vida e a tenham em abundância» (Jn 10,10) O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude em Manila, Filipinas, com 4 milhões de jovens, que meditasram com o Papa o tema «Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio» (Jn 20,21).
Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, França, com o tema «Mestre, onde moras? Vinde e vereis» (Jn 1,38-39). No encerramento o evento reuniu quase um milhão de pessoas.
O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude, com o tema “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14).
Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.
A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002, onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última JMJ, com o peregrino João Paulo II. O tema desta JMJ foi “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-14). O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: "Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23.
Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens."
A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colônia na Alemanha (XX Jornada Mundial da Juventude, XX Weltjugendtag Köln 2005), foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. OP tema escolhido foi “Viemos adorá-lo” (Mt 2,2). O evento foi presidido pelo papa Bento XVI, na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com ele na vigília de 20 de agosto de 2005. Nem a variedade de linguâs, culturas, distanciaram os jovens um dos outros.
Em julho de 2008, em Sydney na Austrália, aconteceu a XXIII JMJ como o tema: "Ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas" (At 1, 8). Em 20 de julho, na missa de encerramento, o Papa convocou os jovens do mundo todo para a XXIV Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madrid, Espanha. O tema do evento é: «Enraizados e edificados em Cristo, inabaláveis na fé» (cf. Col 2, 7). No final desta JMJ ele convocará os Jovens para a XXV JMJ, a ser celebrada na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Bento XVI e as JMJ
O Papa Bento XVI, continuando o legado de seu predecessor, falou na cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da JMJ de um grupo de jovens alemães para uma delegação de jovens australianos no Domingo de Ramos de 2006, associando também nesta peregrinação Maria, a Mãe do Divino Salvador: "Nossa Senhora esteve presente no cenáculo com os Apóstolos quando eles estavam esperando por Pentecostes. Que ela seja vossa mãe e guia. Que ela vos ensine a receber a palavra de Deus, a valorizá-la e meditá-la em seu coração (cf. Lc 2,19) como ela fez com sua vida. Que ela possa encorajar-vos a dizer o vosso "sim" ao Senhor ao viver "a obediência da fé". Que ela possa ajudar-vos a permanecer fortes na fé, constantes na esperança, perseverantes na caridade, sempre atentos à palavra de Deus. Ao observarmos Maria no Ícone carregando seu Filho, ela nos ensina como levá-lo para o mundo”.
Milhões de jovens nos últimos 20 anos participaram das Jornadas Mundiais da Juventude. Centenas de milhares mais participaram da graça do evento pelo seu encontro com a Cruz e o Ícone da JMJ e participando desde suas casas, paróquias e Dioceses dos dias da JMJ. Esses símbolos são apresentados ao mundo de forma mais contundente pelos jovens que os levam não por alguns momentos ou horas, mas pelo exemplo de suas vidas cristãs diariamente.
Catequistas Unidos na Expo-Rio Catequese!
E o próprio Jesus disse: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura”(Mc 16,15)
E qual o meio mais rápido e atual de obedecermos a tais ordens?
Evangelizando pela internet!Lembram daquele cartaz que publiquei aqui?

O crisma foi, para mim, a maior decepção

Tentei explicar a ela de maneira direta o motivo que ainda me mantêm na Catequese, porém para minha surpresa, após alguns minutos de silêncio ela me questiona novamente: Mas por que logo de Crisma?
No início pensei que ela duvidasse da minha capacidade em ser catequista de Crisma, mas ela completou:
“A crisma pra mim foi minha maior decepção, eu espera muito de mim, da Igreja e da minha madrinha após o sacramento, mas nada aconteceu, ficou tudo igual ou pior. A preparação foi fraca, só fizemos falar da campanha da fraternidade e revisar tudo o que já tínhamos visto na catequese. As coisas eram pra serem diferentes, só porque tínhamos um cantor como catequista, tudo precisa ser cantado? Só porque a outra catequista era da RCC ela tinha que chorar todo encontro? Eu me lembro que antes de anunciarem quem estava preparado tinha que fazer um redação justificando o motivo pelo qual nos achávamos preparados para receber o sacramento e eu respondi que não estava preparada, que não era o meu momento, mas aposto que nem leram. Afinal, em uma turma de mais de 60 pessoas, como perder tempo lendo redações se no encontro seguinte já questionavam quem seria meu padrinho? Eu só tinha 15 anos, não sabia o que queria, e graças a Crisma e a catequistas como aqueles, até hoje eu não sei meu papel na Igreja, e é por isso que não vou as missas”.
Catequese em férias: é hora de avaliar!

No mês de junho, aqui no nordeste, celebramos o São João com bastante alegria. Em inúmeras cidades temos festa o mês todo, é período de colheita, alegria e férias escolares.
A catequese, por sua vez, acompanha as férias escolares, já que muitas crianças viajam com seus pais e por isso mesmo a frequência seria mínima nesse período. Mas e os catequistas o que fazem?
Os catequistas também tem direito a um período de “descanso” que embora seja curtinho pode ser aproveitado como cada um achar que deve ou possa fazer. No entanto, essa “paradinha” no meio do ano serve antes de qualquer coisa para avaliar o nosso fazer catequético, revisitar os objetivos estabelecidos no começo do ano e traçar novos horizontes.
Aqui na minha paróquia geralmente trabalhamos em dupla, portanto sugiro as duplas que sentem em um determinado momento e reflitam sobre alguns pontos relevantes:
• Os temas trabalhados tem sido de acordo a proposta da Paróquia?
• Os catequizandos frequentaram regularmente ou a rotatividade tem sido grande?
• Quantos pais ou responsáveis dos nossos catequizandos já conhecemos?
• O que foi bom durante esse semestre e quais são as oportunidades de melhoramento para o próximo? (uso aqui o termo oportunidade de melhoramento porque acho que nada foi completamente negativo, então não enumero pontos positivos ou negativos e sim pontos positivos e oportunidades de melhoramento).
• Temos chegado ao horário combinado ou nossa catequese sempre começa com atraso?
• A coordenação tem sido presente? Estamos participando das reuniões e atividades propostas por ela?
• Qual o grau de intimidade bíblica que apresentamos durante os nossos encontros? Esses encontros tem sido interessantes, dinâmicos? Nós temos conseguido prender a atenção das crianças? Elas participam com entusiasmo?
Enfim, existem inúmeros pontos que podem ser avaliados pelos parceiros de Catequese e cada dupla ou cada catequista pode traçar os seus.
Para as coordenações locais, ou mesmo a paroquial, sugiro que reflitam os seguintes pontos:
• Temos acompanhado o trabalho dos catequistas, visitando a Catequese no horário em que ela acontece?
• Propomos novidades?
• Ouvimos os catequistas e suas sugestões de atividades, encontros e formação?
• Sugerimos leituras e apresentamos materiais diversos que podem auxiliar no planejamento dos encontros?
• Estamos acompanhando o trabalho da Arquidiocese?
• Trabalhamos em unidade ou cada um trabalha por si e escolhe os temas de acordo ao que quiser?
• Os materiais que dispomos tem sido suficientes para uma Catequese mais lúdica e estimulante? Precisamos buscar mais?
• Nosso pároco se faz presente e tem interesse pela Catequese?
• Nossos catequistas têm acesso fácil a nós coordenadores? Ou pouco nos procuram?
• Quantos momentos de lazer temos proposto para o grupo?
• Quais são nossas propostas para caminharmos com os pais e outras pastorais?
• Como estão os encaminhamentos para as Primeiras Comunhões e a Crisma?
• O que foi bom neste primeiro semestre e quais são as oportunidades de melhoramento?
São de fato inúmeros os pontos que podemos elencar para avaliar este primeiro semestre em nossa Catequese. Aqui segue apenas um começo, breve, mas que deve trazer reflexão visando uma Catequese (catequistas, pais e catequizandos) cada vez mais participes e próximos de Jesus.
Lembre-se: as férias podem ser ainda melhores se avaliando voltarmos cheios de “gás”, pois avaliar é um instrumento poderoso quando se tem o compromisso de fazer sempre o melhor.
Clécia Ribeiro
(catequese.caminhando@gmail.com.br)
Catequista da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Catequese com adolescentes

Daí, a importância do catequista ler sobre "catequese conforme as idades", que o DNC vem tratar no capítulo IV...
Acredito também que essa seja a etapa onde eles mais precisam estar na catequese, em contato com outros da mesma idade e sendo orientado por um catequista, de preferência capacitado para trabalhar com essa idade...
Fico desolada, com a atitude de alguns pais que não querem, ou não faz questão de que o filho persevere na catequese, talvez pensando em descansar por um tempo e depois trazer para receber o próximo "diploma", a Crisma...
Cabe ao catequista não aceitar essa decisão e tentar de todas as formas conscientizá-lo de que essa é a etapa é muito importante...
Outro dia conversava com um catequista e ele me perguntava o que fazíamos com os catequizandos que recebiam a primeira eucaristia. E afirmava que na sua paróquia, a maioria sumia...
Disse que temos a etapa da perseverança, que são dois anos com temas próprios e depois disso, numa sequência, a catequese de crisma, mais dois anos...
Ele disse que na paróquia dele, não tem essa etapa, pois não tem catequistas...
Puxa, fiquei triste, pois existe lá uma lacuna, um vazio que não poderia ter...
Que bom se nossos párocos, nossos coordenadores, lessem esse diretório e com garra e coragem começassem um apelo à comunidade na busca de catequistas...
Rezemos ao Senhor, para que ele envie operários para essa grande messe...
Só rezar não adianta, precisamos ser o microfone na boca de Deus... Gritar aos quatro cantos se preciso for.
Peça nas missas, onde tem tantos esquentando bancos sem comprometimento... Coloque um "chamado" nas emissoras de rádio...
Façam um "manifesto" pelas ruas com faixas, afinal existem manifestos pra tudo, porque não para pedir catequistas...
Só não podemos é nos conformar e ficar no efeito "Gabriela": aqui é assim, sempre foi assim e sempre será assim...
195 do DNC
A adolescência, bem orientada, é um dos alicerces para o desenvolvimento de uma personalidade equilibrada e segura. Nesse período o adolescente cresce na consciência de si mesmo, de suas potencialidades, sentimentos, dificuldades e das transformações
que estão acontecendo em sua vida. Isso pode ocasionar desajustes emocionais e comportamentais, com os quais nem sempre saberá lidar. A característica principal dessa idade é o desejo de liberdade de pensamento e ação, de autonomia, da auto-afirmação, de aprendizagem do inter-relacionamento na amizade e no amor. Essa fase tão turbulenta nem sempre recebe os devidos cuidados pastorais, ocasionando um vácuo entre a Primeira Comunhão Eucarística e a Confirmação. Urge para os adolescentes um projeto de crescimento na fé, do qual eles mesmos sejam protagonistas na descoberta da própria personalidade, no conhecimento e encantamento por Jesus Cristo, no compromisso com a comunidade e na coerência de vida cristã na sociedade.
Atividades próprias para a catequese nessa idade são:
a) acolher o adolescente na comunidade e favorecer o compromisso real e fiel na mesma;
b) oferecer oportunidades para que, na busca do seu universo, nas suas descobertas, tendências e valores, o adolescente se sinta estimulado para a vivência cristã;
c) criar grupos de catequese de perseverança, coroinhas, adolescência missionária, animação, canto,teatro, cinefórum, escotismo, acampamentos,missão de férias;
d) promover atividades artísticas, danças, músicas;
e) realizar passeios, entrevistas, romarias, excursões; refletir temas próprios da idade, buscando auxílio das ciências, sobretudo a psicologia;
f) organizar equipes de serviços comunitários, tanto eclesiais quanto sociais;
g) alimentar a consciência de que o crescimento na fé requer uma formação continuada rumo à maturidade em Cristo (cf. Ef 4,13).
Fonte: Blog da Imaculada
PÁSCOA

A palavra alegria é o que mais marca o sentido real do dia da Páscoa. A Páscoa indica um novo tempo, a passagem das trevas para a luz, para uma nova aurora. No seu verdadeiro sentido, ela nos tira do comodismo e nos leva a avançar nos compromissos de fé. Tem-se novo sentido, nova esperança e revigoramento na história de vida fundamentada na ressurreição de Jesus Cristo.
Como aconteceu com os apóstolos, hoje muitos têm dificuldade de entender a morte de Cristo, têm resistência em aderir a Ele, morto e ressuscitado, com convicção de fé. Realmente não é fácil, porque a fé supõe autenticidade e testemunho.
A dimensão da Páscoa é ilimitada. A salvação é para todos os povos, mesmo que isto não seja reconhecido universalmente. Deus não faz distinção ou acepção de pessoas. Todos aqueles que O temem e praticam a justiça lhe são agradáveis e acolhidos.
Dizemos que a Páscoa não combina com atitudes desumanas, impurezas descabidas, desejos maus e cobiça de possuir de forma desequilibrada. A vida ressuscitada deve ser coerente com a fé e o cumprimento dos preceitos de Jesus Cristo. É a morte dos maus comportamentos e das práticas religiosas que contradizem a fé cristã.O amor gera a fé na ressurreição de Cristo. Comunidade sem fé não é comunidade cristã. Portanto, nossas comunidades são convidadas a celebrar da melhor maneira possível os 50 dias de alegria pascal, continuar proclamando os ideais propostos pela Campanha da Fraternidade 2011 – “Fraternidade e Vida no Planeta” e fazer de todos os domingos do ano, celebração da ressurreição.
Páscoa é vida e ação concreta. Assim nossa identidade pascal é superada nas barreiras que separam as pessoas, fragilizando o empenho missionário na prática de comunidade, sendo confirmada nas atitudes de partilha, experiência de fé e crescimento do amor fraterno.
Celebrar a Páscoa é deixar-se invadir pelo amor misericordioso e libertador de Cristo, despertando nosso entusiasmo e confiança na vida. Com a Páscoa, a vida ganha plenitude e dimensão de eternidade.
Na alegria desta celebração pascal, que o Pai que transforme nossos corações com a força do Espírito Santo de amor, para que se integrem a esta festa, fazendo saltar de alegria nossos corações, pois, “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos! Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia”. Assim seja! Amém.
Joel Duarte Benísio
Ministro da Palavra em Alfredo Chaves - Es
Catequese junto a pessoa com deficiência
Encontro - Domingo de Ramos

A catequista Medusa

Diz a mitologia grega que Medusa é um monstro do sexo feminino com cabelos de cobra. Quem olhar Medusa vira pedra. Na vida real, Medusa é aquela catequista negativa, que raramente ajuda, pouco confraterniza, nada partilha, mas tece críticas violentas, aponta os erros e consegue muitas vezes paralisar todo um trabalho de evangelização.
Você conhece alguma catequista Medusa? Eu conheço e ela tem paralisado muita gente. Infelizmente nossas Igrejas estão cheias de Medusas. Elas falam manso e nunca dizem suas reais opiniões na frente dos párocos. Elas agridem as lideranças em momentos específicos de muito trabalho ou mais precisamente quando algo aparentemente não obteve sucesso. Aproveitam as fragilidades. Medusa é cruel, seu olhar é medonho, ela não mede as palavras, acusa, aponta e enfim consegue: paralisa!
Às vezes me pergunto onde esta a vitória de Medusa. Será que ela tem mesmo esse poder ou será que nós desconhecemos a nossa força? Até que ponto ela pode nos influenciar?
Trago essa reflexão porque é constante a queixa dos irmãos catequistas em torno de companheiros de pastoral sempre arrogantes e por vezes cruéis com todos. É triste ver alguém se afastar porque não suporta o outro, é triste ver alguém fingir que não percebe o quanto é cruel e porque não dizer infernal no trato com o irmão.
Trabalhar em grupo não é fácil, já sabemos. Na Igreja, há hierarquias, mas nem sempre sabemos ouvi-las, nem sempre sabemos como nos posicionar. Medusa não está preocupada com isso, ela vem e despeja de maneira egocêntrica o que acha que é melhor para todos – diga-se de passagem melhor para ela – ela incita brigas, exclui, faz questão de arrumar um jeitinho de dizer: melhor seria se você não estivesse aqui.
Qual o perigo de Medusa? Ela tem o dom de paralisar, de fazer com que acreditemos que Igreja é ninho de cobras, mas as cobras estão na cabeça da pobre coitada que consegue fazer um estrago tremendo quando não temos uma vida de oração e de partilha. Ela nos faz acreditar que somos pedra de tropeço, que de nada valemos e que melhor é se afastar para não se magoar e não atrapalhar.
Pobre Medusa. Ela se esqueceu que nós também sabemos das coisas, nós estudamos, nos preparamos, rezamos e buscamos informações que enriquecem nosso evangelizar e por isso mesmo já sabemos que a catequista Medusa - assim como sua xará mitológica – é mortal. Se ela se ver, assim como tem se mostrado, certamente vai paralisar.
Que tal paralisarmos Medusa? Ela precisar se olhar no espelho e enxergar que também é humana, assim como nós. Ela necessita compreender que a vida em comunidade exige partilha, diálogo, compreensão, vivencia e oração. Ela também precisa enxergar que muitas vezes se erramos é porque não temos medo de tentar acetar. Talvez ela tema, e ache que todos deveriam como ela andar com medo, cheios de cobras na cabeça.
É triste falar sobre isso, mas é necessário. Uma vez penetrados pelo olhar de Medusa é preciso ter coragem para olhá-la de frente, argumentar, esclarecer e não esmorecer. É preciso saber em quem colocamos a nossa fé e no dia que tivermos certeza disso, nem Medusa nem outro ser mitológico conseguirá fazer-nos parar, ao contrário, suas caraminholas e cobras na cabeça nos farão perceber que há muito o que fazer e além dos catequizandos, precisamos nos preocupar com a evangelização de cada catequista, de cada irmão.
Quando encontrardes uma Medusa podes até pensar: Estou cansado, entristecido, não suporto mais, preciso parar. Mas lute contra isso, pois se Medusas ainda existem elas são a prova mais concreta de que é preciso continuar.
Clécia Ribeiro
(catequese.caminhando@gmail.com)
Catequista da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
CF 2011: Mãe Terra, o que deixaremos para seus filhos?
Eucaristia e ressurreição

Há 3 anos Chiara Lubich partiu para o paraíso. Ouvi esta frase ontem e percebi que Chiara vive na sua obra ecumênica, o Movimento Focolare, o qual sempre ouvi a minha amiga Lúcia (Catequista da Paróquia Cristo Redentor) falar.
Lucinha, carinhosamente chamada, me apresentou ontem o Focolare e eu pude conhecer um pouco mais da Chiara, uma mulher extraordinária que pretendo conhece, quem sabe, vivendo o movimento.
Agradeço também a Irmã Marluce (querida Irmã Terezinha, carmelita) que partilhou comigo este texto e agora o partilho, como acho que Chiara gostaria de ser lembrada nesse dia: Falando de amor, do puro amor...
No Evangelho de João, Jesus afirma: "o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo"
( Jo 6,51b). E ainda: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" ( Jo 6,54).
"... para a vida do mundo": a Eucaristia, portanto, serve já a partir deste mundo para dar a vida.
Mas, o que é a vida? Jesus o disse: "Eu sou a vida" ( Jo 11,25;14,6). Esse pão nutre-nos d’Ele já desde esta vida.
"E eu o ressuscitarei no último dia." A Eucaristia dá também a vida para o outro mundo.
Mas, o que é a ressurreição? Jesus também o disse: "Eu sou a ressurreição" ( Jo 11,25).
É Ele que dá início em nós à sua vida imortal, aquela que não é interrompida com a morte.
Ainda que o corpo seja corruptível, a vida, Cristo, permanece tanto na alma como no corpo, como princípio de imortalidade.
A ressurreição é um grande mistério para todos os homens que raciocinam com critérios humanos.
Mas existe um modo de viver no qual o mistério se torna menos incompreensível.
Ao vivermos o Evangelho visto pelo prisma da unidade, experimentamos, por exemplo, que, atuando o Mandamento Novo de Jesus, o amor recíproco leva a unidade fraterna entre os homens, que supera o próprio amor humano, natural.
Ora, esse resultado, esta conquista é efeito da atuação da vontade de Deus.
De fato, Jesus sabia que, se nós correspondêssemos aos seus imensos dons, já não seríamos "servos" ou "amigos" seus, mas "irmãos" seus e irmãos entre nós, porque nutridos da própria vida d’Ele.
Para mostrar que esta família é de outra natureza, o evangelista João usa uma imagem muito sugestiva: a da videira e dos ramos (cf. Jo 15). A mesma seiva — poderíamos dizer o mesmo sangue —, a mesma vida, ou seja, o mesmo amor (que é o amor com o qual o Pai ama o Filho) é-nos comunicado
(cf. Jo 17,23-26) e circula entre Jesus e nós.
Tornamo-nos, assim, consangüíneos, concorpóreos com Cristo.
E é, pois, no sentido mais verdadeiro e, sobrenaturalmente, mais profundo que Jesus, depois de sua ressurreição, chama os seus discípulos de "irmãos" (cf. Jo 20,17).
Ora, uma vez construída essa família do Reino dos Céus, como poderíamos imaginar uma morte que possa interromper a obra de Deus, com todas as conseqüências dolorosas que isto comporta? Não, Deus não nos podia colocar diante de uma separação absurda.
Ele devia dar-nos uma resposta.
E no-la deu revelando-nos a verdade da ressurreição da carne.
Ela, praticamente, não é mais, para quem crê, um mistério obscuro de fé, mas uma conseqüência lógica da vivência da vida cristã. Ela é portadora da imensa alegria de sabermos que nos encontraremos todos com aquele Jesus que nos uniu desse modo.
Chiara Lubich
Novas dicas para trabalhar a CF 2011 na Catequese...

Novas ideias para trabalhar a CF 2011 com crianças

Márcia, obrigada por partilhar conosco suas ideias. Que Deus continue a ti iluminar!
Olá Clécia e Sandra,
Sou catequista da pré-catequese (crianças de 5 a 7 anos) desde 2003 e sei que essa etapa é muito difícil encontrar material para essa idade e além de que na minha turma tenho crianças de 3 até 7 anos, o que me faz buscar mais materiais e idéias para poder trabalhar com várias fases de idade, apesar da dificuldade é muito gratificante o resultado final.
Bom, o livro da CF esse ano está muito bom, mas para os pequenos precisa de adaptações. Através de algumas idéias tiradas do seu blog e vendo a necessidade de partilhar, venho hoje aqui para ajudar um pouco a irmã Renata e a todos.
Aqui está:
1º Acolhida (chegada das crianças à catequese)
2º Animação com canto e coreografia (música do cd Um lugar bem legal – cantinho da criança/Canção Nova – Faixa 2: O Papai do Céu criou tudo)
3º Saudação inicial (apresentação da Cf 2011 para os pequenos – usar palavras adequadas à idade e exemplos visuais simples)
4º Hora do cineminha: Tia Cecéu: História lixo é no lixo (essa idéia pequei no blog de vocês)
5º Olhando a realidade: Discussão, reflexão e conclusão do vídeo assistido (apesar da pouca idade as crianças gostam de partilhar suas idéias e através do que eles falam a catequista vai trabalhando a realidade para que reflitam e cheguem a uma conclusão, e muitas vezes eles chegam sozinhos ao resultado que nós catequistas tanto desejamos)
6º Oração da Cf ( Fazer a oração da Cf com calma e tranqüilidade, para que os pequenos possam ouvir e entender a oração, e também um meio deles se acalmarem, pois a próxima etapa precisa de atenção e silêncio)
7º Fazer a entrada da Bíblia e após proclamar a leitura do livro do Gênesis 1, 1-30 (a catequista deve ter o habito de manusear e ler a Bíblia para os pequenos – Ler devagar), após a leitura destacar as idéias do Livro da CF da página 10)
8º Fazer um Game de Jesus: Dinâmica (Dividir em duplas ou grupos, fazer perguntas sobre o tema trabalhado neste encontro – Quem fizer mais pontos ganha uma faixa que deve estar escrito algo assim: Sou filho(a) de Deus e Protetor da Natureza)
9º Vídeo da música do CF 2011 – Através das imagem do vídeo podemos trabalhar o canto da CF para os pequenos entenderem a questão da campanha desse ano e memorizarem a letra da música - irei usar este vídeo que está no meu blog: http://catequese-
10ª Oração final conforme o costume de cada catequista (no meu caso, faço a oração do Pai-Nosso, Ave Maria, Anjo da Guarda e o Sinal da Cruz, e também peço que cada um faça uma oração espontânea, agradecemos por tudo que aprendemos e nos despedimos)
Esse planejamento é baseado no primeiro encontro do livro da CF 2011, e espero ter ajudado.
Meu blog: Catequese da comunidade de Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima: http://catequese-
Paz e Bem
Marcia
Trabalhando a CF 2011 com os mais pequenos
A nossa amiga Renata do Rerossini ( não do Blog Amando a Catequese como postei antes) , nos enviou um pedido o qual ponho a disposição de todos para que juntos a ajudemos.
Renatas, desculpem a confusão! rs
Olá Clécia e Sandra.
Em primeiro lugar quero que vcs tenham uma
maravilhosa caminhada neste 2011 e que Deus ilumine cada passo. Obrigada pela ajuda até o momento com dicas maravilhosas aqui postada e enviadas por email tbém.
Amigas mais uma vez vou pedir ajuda de vocês. Estava lendo o livro da CF e os encontros, as dinâmicas são super interessantes, aliás tudo nele é interessante. Minha duvida é o
seguinte: LEIO E RELEIO E NÃO VEJO COMO APLICAR COM MINHAS CRIANÇAS DE 05 E 06 ANOS.
As crianças são bem tímidas, quase não conversam
e não são alfabetizadas. Então não consegui ainda encontrar uma forma de trabalhar com elas. Vcs teriam algumas dicas??? POR
FAVORRRR rsrs. Agradeço desde já. ABRAÇOSSSSSSS.

Rê,
confesso que nós também temos dificuldades imensas em trabalh
ar com os menorzinhos. Eu e Sandra já pensamos em elaborar um projeto especial pra essa faixa etária, mais ainda não sentamos pra ver isso com calma.
Vamos tentar pensar algo e quem tiver mais ideias visita o blog da
Rê, ou deixa algo aqui que passamos pra ela e pra todos.
· Uma sugestão é fazer uma contação de história com o livro O Planetinha disponível no nosso álbum do picasa. Após a contação, falar do tema da CF 2011, associando-o ao livrinho (isso de forma bem breve, numa linguagem o mais fácil possível) e xerocar uma das partes do livro (sugiro a última gravura) para a turminha pintar. Em seguida expor as pinturas dos pequenos num varal.
· Levar para o encontro várias imagens como rio sujo, peixes mortos, queimadas, etc. Expor essas imagens no chão e pedir que a turminha sente ao redor para observar. Entregar a cada dupla uma imagem e pedir que conversem sobre o que veem e de que forma a natureza está sofrendo, quem pode ter causado aquilo. Depois criar uma lista a partir das sugestões dos catequizandos, com regrinhas. O título pode ser: Como cuidar do meio ambiente (ou outro que quiserem).
· Sessão Pipoca: Assistir a História Lixo é no Lixo da Tia Cecéu e fazer questionamentos as crianças. Você pode chamar uma por uma e a medida que forem respondendo premiá-la com um pirulito! Ahh e se a turminha sujar tudo é uma ótima oportunidade de separar o lixo juntos!
· Bem, não sei como é o espaço de catequese de vocês, mas poderíamos fazer a abertura dos trabalhos da Cf 2011 ou até propriamente da Catequese com o ato simbólico do plantio de uma árvore. Cada turma podia plantar uma árvore (observando o clima e as espécies locais). Para isso poderiam buscar uma parceria com a Secretaria de Meio Ambiente dos seus municípios ou algum horto.
Bem, por enquanto é só... dicas, ideia, receitas, sugestões, enviem pra gente e pra Rê também lá no Rerossini.
Rê espero que você goste e que a partir daí surjam outras ideias.
Beijoss,
Clécia








