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Oração ao Espírito Santo

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Veni Creator Spiritus

Vem, ó Espírito Santo, E da tua luz celeste Soltando raios piedosos Nossos ânimos reveste.
Pai carinhoso dos pobres.
 Distribuidor da riqueza, Vem, ó luz dos corações, Amparar a natureza.
Vem, Consolador supremo, Das almas hóspede amável, Suavíssimo refrigério Do mortal insaciável.
És no trabalho descanso, Refresco na calma ardente;
És no pranto doce alívio
De um ânimo penitente.
Suave origem do bem,
Ó fonte da luz divina,
Enche nossos corações,
Nossas almas ilumina.
Sem o teu celeste influxo,
No mortal nada há perfeito;
A tudo quanto é nocivo
Está o homem sujeito.
Lava o que nele há de impuro,
Quanto há de árido humedece;
Sara-lhe quanto é moléstia,
 Quanto na vida padece.
O que há de dureza abranda,
O que há de mais frio aquece;
 Endireita o desvairado
 Que o caminho desconhece.
 Os sete dons com que alentas
 Os que humildes te confessam,
Aos teus devotos concede
Sempre fiéis to mereçam.
Por virtudes merecidas,
Dá-lhes fim que leve aos Céus;
 Dá-lhes eternas delícias
 Que aos bons prometes, meu Deus.

Esta bela oração foi enviada por Jesus Pereira do blog Monólogos de um Católico Reconverso.
Obrigada por lembrar sempre do que é essencial Jesus.

SANTA FAUSTINA E A DIVINA MISERICÓRDIA

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MARIA FAUSTINA KOWALSKA escrevia em 1937 no seu Diário: "A glorificação da Tua misericórdia, ó Jesus, é a missão exclusiva da minha vida". Nasceu em Glogowiec, na Polônia central, no dia 25 de Agosto de 1905, de uma família camponesa de sólida formação cristã. Desde a infância sentiu a aspiração à vida consagrada, mas teve de esperar diversos anos antes de poder seguir a sua vocação. Em todo o caso, desde aquela época começou a percorrer a via da santidade. Mais tarde, recordava: "Desde a minha mais tenra idade desejei tornar-me uma grande santa".




Com a idade de 16 anos deixou a casa paterna e começou a trabalhar como doméstica. Na oração tomou depois a decisão de ingressar num convento. Assim, em 1925, entrou na Congregação das Irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia, que se dedica à educação das jovens e à assistência das mulheres necessitadas de renovação espiritual. Ao concluir o noviciado, emitiu os votos religiosos que foram observados durante toda a sua vida, com prontidão e lealdade. Em diversas casas do Instituto, desempenhou de modo exemplar as funções de cozinheira, jardineira e porteira. Teve uma vida espiritual extraordinariamente rica de generosidade, de amor e de carismas que escondeu na humildade dos empenhos quotidianos.

O Senhor escolheu esta Religiosa para se tornar apóstola da Sua misericórdia, a fim de aproximar mais de Deus os homens, segundo o expresso mandato de Jesus: "Os homens têm necessidade da minha misericórdia".

Em 1934, Irmã Maria Faustina ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo por aqueles que tinham perdido a esperança na misericórdia divina. Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à Mãe do Redentor, e amou intensamente a Igreja participando, no escondimento, na sua missão de salvação. Enriqueceu a sua vida consagrada e o seu apostolado, com o sofrimento do espírito e do coração. Consumada pela tuberculose, morreu santamente em Cracóvia no dia 5 de Outubro de 1938, com a idade de 33 anos.

João Paulo II proclamou-a Beata no dia 18 de Abril de 1993; sucessivamente, a Congregação para as Causas dos Santos examinou com êxito positivo uma cura milagrosa atribuída à intercessão da Beata Maria Faustina, e no dia 20 de Dezembro de 1999 foi promulgado o Decreto sobre esse milagre.




A DIVINA MISERICÓRDIA
Em 22 de fevereiro de 1931, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo apareceu à jovem religiosa de nome Irmã Faustina (Helen Kowalska) em Cracóvia, Polônia. Ela vinha de uma família muito pobre que havia trabalhado muito em sua pequena fazenda durante os terríveis anos da I Guerra Mundial. Irmã Faustina teve apenas três anos de educação muito simples. Suas tarefas eram as mais humildes do convento. A essa humilde freira, Jesus trouxe uma maravilhosa mensagem de Misericórdia para toda a humanidade. Irmã Faustina nos conta em seu diário:
"À noite, quando eu estava em minha cela, percebi a presença do Senhor Jesus vestido de uma túnica branca. Uma mão estava levantada a fim de abençoar, a outra pousava na altura do peito. Da abertura da túnica no peito saíam dois grandes raios, um vermelho e outro pálido. Em silêncio eu olhei intensamente para o Senhor; minha alma estava tomada pelo espanto, mas também por grande alegria. Depois de um tempo, Jesus me disse: 'Pinta uma imagem de acordo com o que vês, com a inscrição, 'Jesus, eu confio em Vós. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá.'"
Algum tempo depois, Nosso Senhor lhe explicou o significado dos dois raios em destaque na Imagem:"Os dois raios representam o Sangue e a Água. O raio pálido representa a Água, que justifica as almas; o raio vermelho representa o Sangue, que é a vida das almas. Ambos os raios saíram das entranhas de minha Misericórdia quando, na Cruz, o Meu Coração agonizante foi aberto pela lança... Estes raios defendem as almas da ira do meu Pai. Feliz aquele que viver sob a proteção deles, porque não será atingido pelo braço da Justiça de Deus."




TERÇO DA DIVINA MISERICÓRDIA

Este terço foi ensinado durante uma visão que Irmã Faustina teve em 13 de setembro de 1935:"Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus... a ponto de atingir a terra ... Eu comecei a implorar intensamente a Deus pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição..."No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou essa oração nas contas do rosário.

Mais tarde, Jesus disse a Irmã Faustina:"Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz. Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vê e reconhece a gravidade dos seus pecados, quando se desvenda diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não desespere, mas se lance com confiança nos braços da minha Misericórdia, como uma criança nos braços da mãe querida. Estas almas têm sobre meu Coração misericordioso um direito de precedência. Dize que nenhuma alma que tenha recorrido a minha Misericórdia se decepcionou nem experimentou vexame...""....Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso".

Quarta-feira de Cinzas

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Com a imposição das cinzas, inicia-se uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é também a palavra "penitência" … Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição
Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma a partir da segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.


Quem são os três reis magos?

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Encontrei esse texto no site www.paroquiacristorei.com.br/mensag_6/.../Reis%20Magos.doc - e resolvi postá-lo pois acredito que precisamos aprender ou lembrar umas coisas interessantes sobre os Reis Magos.




OS TRÊS REIS MAGOS
(Is. 60,1-6; Ef. 2-6; Mt. 2,1.12)


Vocês conhecem a história dos 3 Reis Magos? Eles eram muito estudiosos e gostavam de conhecer todos os segredos da natureza.
No tempo em que Jesus nasceu, os Reis eram considerados sábios.
Vocês sabem o nome deles? Baltazar, Melquior e Gaspar.



BALTAZAR era um Rei que morava num castelo muito alto. Nesse castelo havia uma torre e um igreja em ruínas. O último padre já havia morrido e ninguém veio substituí-lo para ensinar as crianças.
Os pais também não levavam mais as crianças para a Igreja, não falavam de Deus aos seus filhos e nem as ensinavam a viver os verdadeiros valores.
A igreja ficou abandonada e o povo, sem fé.
O rei Baltazar andava muito triste, porque no seu país o povo só pensava nas coisas materiais, perdera a fé e se esquecera de Deus.
Um dia, o rei sonhou que uma mensagem lhe chegaria das alturas. Por isso, todas as noites mais claras, Baltazar subia à torre para olhar os astros. Olhava, olhava, e tentava descobrir uma estrela brilhante que lhe traria uma mensagem.
Numa dessas noites, Baltazar foi visitar a igreja em ruínas. Ao chegar à igreja, como estava muito cansado, deitou-se e adormeceu. E teve um sonho: viu uma linda criança surgindo no meio da escuridão, envolta em ouro e parecia um sol. E a criança falou a Baltazar: “quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a fé”. E a criança desapareceu.
A partir dessa visão, cada vez mais o rei procurava uma nova estrela no céu. Até que, um dia ele viu uma estrela que brilhava mais do que todas as outras, e nela havia uma criança deitada no berço, com os bracinhos abertos. A criança dizia: “Aproxima-se a hora, Baltazar!” A estrela se movimentava no céu como que apontando um caminho.
Baltazar voltou para o palácio e começou a arrumar suas coisas para a viagem. E ele ia pensando, que presente deveria levar ao menino da estrela. Lembrou-se do cheiro de incenso que queimava na igreja e preparou um lindo vaso com incenso para levar ao menino, filho do Rei, que ia nascer. E lá se foi Baltazar com seu camelo, seguindo a estrela.



Em um outro país, havia um outro rei chamado MELQUIOR. Ele andava muito triste porque no seu país havia muita guerra, violência e destruição. Os ladrões roubavam as casas e as pessoas andavam com muito medo. Os vizinhos brigavam entre si e não havia paz. Então, o rei Melquior fez uma reunião com todos os seus ministros para buscar uma solução para o seu país. Os ministros só encontravam soluções violentas: mais policiais nas ruas, armas mais pesadas, forca, pena de morte, leis mais rígidas, etc. Ninguém se entendia; e acabaram brigando entre si.
Nessa discussão, um dos ministros bateu na taça de ouro que estava na mesa e derramou todo o vinho na toalha. O Rei Melquior ficou muito aborrecido e permaneceu em silêncio olhando para a taça virada. No fundo da taça, estava uma estrela brilhante e uma criança deitada num berço com os bracinhos abertos. E a criança dizia: “quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima. Segue essa estrela que ela lhe trará a paz”. A partir daquele dia, o rei começou a procurar todos os dias, no céu, essa estrela brilhante. Até que um dia, lá no alto
ele viu aquela mesma estrela brilhante que aparecera na taça; e no meio estava uma criança deitada com os bracinhos abertos. Melquior ficou emocionado porque sabia que o tempo do nascimento estava próximo. Então, ele pediu para preparar a caravana para começar a viagem ao encontro do menino da estrela.
Arrumou o melhor presente que tinha: aquela mesma taça de ouro que estava na mesa da reunião. Saindo do palácio, iniciou a viagem seguindo a estrela que brilhava no céu.



O último rei mago chamava-se GASPAR e vivia na África. No seu reino o sol era muito forte e queimava as plantações e a terra. Quase não chovia. O povo vivia às margens dos rios onde se podia plantar verduras, frutas e outros alimentos. O rei Gaspar ia sempre ao rio junto com o povo para rezar e pedir chuva.
Mas, as águas do rio baixavam cada vez mais e a chuva não vinha. A seca foi aumentando e o povo vivia triste, com fome e com sede. Somente sobrou uma fonte que ficava no castelo, onde ainda havia muita água. Por isso, todo o povo se dirigia para o castelo a fim de pegar água. Mas, era tanta gente que a água começou a acabar. Muitos morriam de sede pelo caminho.
O rei ficou muito triste no dia em que acabou completamente a água do poço. Naquela noite, o rei Gaspar teve um sonho.
Sonhou que estava olhando o fundo do poço quando perdeu o equilíbrio. Para não cair dentro do poço ele teve que se agarrar a uma árvorezinha chamada Mirra. Era a única árvore que sobrara em todo aquele deserto seco e árido. A Mirra é uma pequena árvore que dá uns grãozinhos dentro da casca, que servem para aliviar o sofrimento das pessoas.
Assustado, o rei Gaspar percebeu que o fundo do poço estava todo iluminado. Ele também viu uma estrela brilhante com uma criança deitada num berço. E o menino dizia: “Quando você me ver na estrela, a hora da alegria estará próxima”. No mesmo instante começou a brotar muita água no poço, enquanto a estrela subia para o céu mostrando um caminho. E a criança desapareceu.
Gaspar acordou muito feliz com o sonho e convocou todo o povo para descer ao rio e rezar. Muita gente já havia morrido. De repente, atrás das nuvens, apareceram nuvens negras, com raios e trovões, desabando um grande temporal sobre o país.
Gaspar ficou emocionado e percebeu que a água do rio estava brilhando. E olhando para o céu, viu a mesma estrela do sonho, com a criança no berço, apontando um caminho. Agradecido, Gaspar resolveu ir atrás do menino da estrela. Mandou preparar a caravana e um presente especial para o menino: ele levou a mirra, que era um bálsamo feito com grãos daquela única árvore que sobreviveu a toda a seca do país, e estava junto ao poço do castelo.




Os três reis magos viram a mesma estrela com o menino, mas, um não sabia o que havia acontecido com o outro. Eles não se conheciam, mas, viajaram seguindo a mesma estrela, cada um por um caminho diferente, com muita certeza e esperança. Eles foram se encontrar somente perto de Jerusalém, quando pararam para descansar. Foi aí que os três rei magos se encontraram; eles se apresentaram um ao outro e descobriram que estavam seguindo a mesma estrela e procurando o mesmo menino. Eles ficaram muito contentes e felizes. Mas, quando olharam para o céu perceberam que a estrela havia desaparecido. Então eles ficaram muito tristes. Como seguir viagem se a estrela desapareceu?



Foi então que eles resolveram ir até o palácio de Herodes a fim de buscar informações a respeito do menino. Quando Herodes ouviu os magos falarem que o menino era rei, ficou muito preocupado. Chamou os sábios para saber o lugar certo onde o menino deveria nascer. E em seguida, Herodes avisou os magos para que ao voltarem da viagem dissessem a ele onde o menino estava.
Quando saíram do Palácio de Herodes, os reis magos enxergaram novamente a estrela e ficaram muito contentes. Seguindo a estrela chegaram até Belém onde encontraram aquele menino numa gruta, deitado num bercinho ao lado de seus pais. Os Reis Magos adoraram o Menino Jesus e entregaram os seus presentes:



Baltazar entregou o Incenso que trouxe da igreja e significava a abertura dos caminhos para a oração. Melquior entregou a Taça de Ouro que continha o vinho e significava que Jesus era o melhor presente, a jóia mais preciosa, que o Pai do Céu havia mandado. E Gaspar entregou a Mirra, o bálsamo usado para aliviar o sofrimento do povo e lembrava a paixão e morte de Jesus.

E o evangelho nos diz que os Reis Magos voltaram por outro caminho, cada um para o seu país, porque o anjo os avisara para não passarem pelo palácio de Herodes, em Jerusalém, porque ele pretendia matar o menino.



A Vida dos Reis Magos nos revela que a história é cíclica. Ao se aproximar o Terceiro Milênio percebemos que nós estamos vivendo hoje a mesma situação limite do tempo dos Reis Magos.
O País de Baltazar vivia na carência de Deus, num clima de materialismo profundo e ausência de fé. O templo destruído, a falta de sacerdotes, a irresponsabilidade dos pais que não educavam para Deus e para os verdadeiros valores.
O País de Melquior vivia numa situação de violência e guerra entre irmãos, numa total ausência de fraternidade. Todas as soluções para acabar com a violência era usar de mais violência.
O País de Gaspar vivia numa carência de água que simboliza hoje todas as dificuldades materiais que o povo está vivendo por causa do sistema econômico.

Vivemos hoje essa situação limite: a estrela não está mais no céu e o menino não está em Belém. A estrela está dentro de cada um de nós: temos que fazer uma viagem ao interior de nós mesmos para aprofundar a consciência sobre a realidade e a nossa participação na mudança dessa realidade, através da implantação e da vivência dos verdadeiros valores. Jesus também está dentro de nós com toda a força do Espírito Santo e seus dons para ajudar os homens e mulheres de boa vontade a levarem avante essa missão e essa responsabilidade.




Texto preparado por Catarina, Iara e Padre Magalhães, da Equipe da Missa das Crianças para a Festa da Epifania, em janeiro de 1998, a partir da leitura do livro “Lendas Natalinas”, de Jakob Streit, Editora Antroposófica

Imaculada Conceição: o “sensus fidei” feito dogma

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de dezembro de 2009 (ZENIT.org).- A Igreja celebra hoje a festividade da Imaculada Conceição. Como é tradição, o Papa lhe rendeu homenagem, com um cesto de flores, diante da imagem que se encontra na Praça de Espanha, em Roma.
O ministro geral da Ordem dos Frades Menores Franciscanos, padre José Rodríguez Carballo, nos microfones de Rádio Vaticano, compartilhou reflexões sobre o terceiro dogma mariano, proclamado há 155 anos pelo Papa Pio IX, recolhendo assim o “sentido de fé” (sensus fidei) do povo cristão.
Padre Rodríguez Carballo assinala como a fé cristã, em sua tradição, combinou sempre a religiosidade popular com a reflexão dos teólogos e do Magistério. “Tudo isso sob o sopro do Espírito Santo”, afirma.
A festa que se celebra é um claro exemplo disso, assegura o sacerdote, que indica que as Sagradas Escrituras não se referem à Imaculada Conceição de Maria explicitamente. Não obstante, desde o século II, Santo Irineu de Lyon fazia alusão ao contraste entre Eva e Maria.
Ambas mulheres, livres de pecado original: a primeira, usando mal sua liberdade, pecou e se distanciou do Paraíso; a segunda permaneceu fiel a sua natureza imaculada e se converteu para todo ser humano em um modelo de qualquer virtude representada em alto grau.
“De todos os modos, a proclamação de Maria como pura, limpa e sem mancha como santuário de impecabilidade não se entendia desde o seio materno, mas desde seu nascimento”, explica o superior dos franciscanos.
O religioso recorda o teólogo Juan Duns Scotto (segunda metade do século XIII), grande mestre de Oxford e Paris, que “defendeu o mistério imaculista em toda sua plenitude, apelando à redenção preventiva de Maria por Cristo seu filho antes de vir ao mundo”.
“Logo depois desta teoria, houve uma série de estudos mariológicos sobre a ‘cheia de graça’ e ‘morada do Verbo Encarnado’, que faria da ordem franciscana como uma porta-voz da declaração dogmática desta verdade de fé para a Igreja Universal”, explica o frade.
Os estudos teológicos e o clamor do povo por aceitar a Virgem como Imaculada concluíram na proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854.
Para isso, o Papa Pio IX consultou 603 bispos ao redor do mundo, dos quais 546 se declararam favoráveis ao dogma. “Ao povo voltava deste modo o que do povo saiu: Maria, palácio na casa de Deus, a pura e limpa, a puríssima”, assinala o franciscano.
Ele destaca o enorme significado que isso implica: “Maria é uma mulher de nossa própria constituição que molda em absoluto o ideal de pureza, beleza e santidade descrita no Apocalipse como a mulher vestida de sol coroada de estrelas, com a lua por pedestal, e pisando na cabeça da serpente”.

Por que usar Escapulário?

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O Escapulário é um sacramental ou seja, uma realidade visível, que nos conduz à Deus, com sua graça redentora, seu perdão, e promessas.

Neste sentido, o escapulário do Carmo é um "sinal". E como tal desperta-nos para infinita bondade de Deus, na figura de Maria Santíssima. Ele mostra fé, confiança filial e dedicação à Deus.

Santa Tereza (reformadora da Ordem de freiras carmelitas) dizia que portar o escapulário era estar revestido com o hábito de Nossa Senhora.

A tradição carmelita afirma que a Ordem do Carmo, mesmo após a bula de Honório III em 30/01/1226, aprovando a regra (de São Brocardo) e dando-a total apoio, continuou a enfrentar obstáculos, vindo dos próprios cristãos ocidentais. Nesta situação aflitiva, São Simão Stock, estando no convento carmelita de Cambridge, implorou à Virgem do Carmo sua especial proteção.

Em 16 de julho de 1251 apareceu-lhe a Virgem do Carmo e entregou-lhe o Escapulário da sua Ordem, sinal exterior do seu amor e proteção, prometendo que os que morressem com o Escapulário não pereceriam eternamente. O Escapulário do Carmo tornou-se assim, um sinal de consagração à Maria.

O privilégio Sabatino segundo a tradição refere-se à uma visão que o Papa João XXII teria tido da Virgem do Carmo. O Papa João XXII por intermédio de uma bula de 03/03/1322, concedia então, libertação do purgatório no primeiro sábado (isto é, o mais rápido possível) após a morte, à aqueles que morressem com o Escapulário do Carmo. Os privilégios que acompanham o Escapulário do Carmo são:

1- Quem morrer com o Santo Escapulário do Carmo não padecerá o fogo do inferno;
2- A Virgem do Carmo livrará o quanto antes, principalmente no sábado depois da morte, à quantos forem ao purgatório morrendo com o Escapulário;
3- O Escapulário do Carmo é salvação em todos os perigos, pela Virgem Santíssima do Carmo;
4- Cada vez que se beija o Escapulário, ganham - se 500 dias de indulgência;
5- O Escapulário é sinal de irmandade da Virgem Maria;
6- O Escapulário do Carmo é sinal de paz e do pacto sempre terno de concórdia, garantido por Maria Santíssima;
7- O Escapulário é sinal de salvação, pela Virgem Maria;
8- O Escapulário do Carmo está enriquecido pela Igreja com inúmeras indulgências;
9- O Escapulário do Carmo é um meio simples e prático de honrar à Virgem Maria;
10- O Escapulário do Carmo é garantia de preservação da fé e da firmeza na devoção à Virgem Maria, devoção que por sua vez é sinal de predestinação.

As condições para lucrar estes privilégios são:

Trazer sempre o pequeno Escapulário, guardar castidade, conforme o seu estado (casado, solteiro ou viúvo) e cumprir as penitências e orações prescritas pelo padre que fará a imposição do Escapulário; ele deverá ter uma autorização especial da Ordem para fazer a imposição que seria a benção da pessoa com o primeiro Escapulário o qual pode ser adquirido na Igreja ligada à ordem carmelita ou na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.


In Corde Iesu et Mariae.
Carlos Serozini

Fonte:http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20050419155944
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